Mais de 100 mil pessoas manifestam-se em Rangun


 

Lusa / AO online   Internacional   24 de Set de 2007, 12:29

Mais de 100 mil pessoas, lideradas por monges budistas, manifestaram-se hoje em Rangun contra a Junta militar na Birmânia, disseram testemunhas.
Os analistas afirmaram que a manifestação de hoje representa o maior desafio à Junta desde há quase 20 anos.

Duas manifestações, juntando cada uma dezenas de milhares de pessoas, continuavam hoje às 16:15 (10:45 em Lisboa), uma no centro e outra a norte da cidade de Rangun.

O número de manifestantes não tem parado de aumentar, nomeadamente após a passagem junto da sede da Liga Nacional para a Democracia (LND, oposição) e da casa da dirigente Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliária desde 2003.

As manifestações dos monges, que começaram há cerca de uma semana para exigir desculpas ao Governo pela agressão das forças de segurança a vários bonzos (sacerdotes budistas) no princípio do mês, têm vindo progressivamente a aumentar.

Na jornada de luta de domingo destacou-se a participação, pela primeira vez, de religiosas budistas, além de milhares de civis.

A marcha exigiu à Junta Militar a descida dos preços dos produtos básicos e o início do diálogo com a líder da oposição.

Na Birmânia não se realizam eleições legislativas desde 1990, quando Suu Kyi, liderando o LND, obteve uma vitória esmagadora, resultado que nunca foi aceite pela Junta Militar.
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