Durante uma reunião na Casa Branca, em Washington, com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, Donald Trump disse que Tóquio tem demonstrado abertura para reforçar o seu envolvimento.
“Temos recebido um apoio extraordinário e uma ótima relação com o Japão”, afirmou Trump, acrescentando que espera que o país asiático “intensifique a sua atuação”.
Após uma pausa, o líder norte-americano prosseguiu: "Não como a NATO".
Nas mesmas declarações, Trump reiterou que os Estados Unidos “não precisam” de ajuda externa, tendo observado que Washington mantém tropas mobilizadas para defender o Japão.
As declarações de elogio a Tóquio contrastam com críticas recentes do chefe de Estado norte-americano a aliados da NATO, que acusou de se distanciarem da proposta de escolta de navios no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão em retaliação pela ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel.
Por seu lado, Sanae Takaichi adotou uma posição cautelosa, afirmando inicialmente que não existem planos para enviar navios para a região.
A governante japonesa esclareceu, no entanto, que o seu Governo poderá considerar essa possibilidade após um eventual cessar-fogo no conflito.
A Constituição pacifista do Japão limita o envio de forças militares para o estrangeiro, permitindo-o apenas em cenários de defesa direta ou de ameaça existencial.
No encontro, Takaichi referiu-se a Trump como alguém capaz de “alcançar a paz mundial”, num gesto de proximidade política.
Trump elogiou a primeira-ministra japonesa, descrevendo-a como “uma grande mulher” e destacando o seu desempenho após a vitória eleitoral de fevereiro.
Os dois líderes já se tinham reunido anteriormente em outubro do ano passado, durante uma visita oficial de Trump a Tóquio.
No plano simbólico, o Japão ofereceu este ano a Washington 250 cerejeiras para assinalar o 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos, reforçando uma tradição diplomática com mais de um século.
