Exercício de simulação corre bem mas é preciso "afinar comunicações" diz Protecção Civil dos Açores


 

Lusa/AO On Line   Regional   22 de Nov de 2010, 05:55

O presidente do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores, Pedro Carvalho, fez um balanço positivo do exercício 'Ícaro', que hoje simulou a queda de um avião na Terceira, mas frisou que é preciso "afinar comunicações".

Neste exercício, que decorreu durante toda a tarde na freguesia de Vila Nova, foi testado o Sistema Integrado de Comunicação e Gestão de Aviso, tendo Pedro Carvalho defendido a necessidade de "articular com maior capacidade" os planos para responder a um acidente desta natureza.

"O sistema funcionou bem, mas há questões de procedimento que teremos que rever", frisou.

A demora das ambulâncias na chegada ao local suscitou alguma preocupação entre as equipas que se encontravam no local, tendo Pedro Carvalho atribuído a situação a uma deficiência nas comunicações.

O presidente do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros salientou, no entanto, em declarações aos jornalistas no final do exercício, que as ambulâncias "não chegaram tarde", já que "a partir do momento em que receberam notificação deslocaram-se rapidamente" para o local.

Por outro lado, frisou que "algumas coisas correram extraordinariamente bem", como a "arquitetura montada no centro de operações de emergência".

O exercício Ícaro simulou a queda de um avião na Terceira provocada por uma avaria técnica, num acidente que originou a morte de alguns dos 99 ocupantes que caíram em terra e no mar, depois do aparelho se ter partido.

A simulação pretendia testar a resposta coordenada das 19 entidades participantes no exercício, que reuniu cerca de 250 pessoas, incluindo quatro grupos de figurantes do Corpo Nacional de Escutas.

Para dar a maior veracidade possível ao exercício e testar a real capacidade de resposta das entidades envolvidas, o local escolhido só foi revelado no momento da mobilização dos meios de socorro.


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