"Eventual desperdício" está na RTP/RDP Açores - PSD/Porto

"Eventual desperdício" está na RTP/RDP Açores - PSD/Porto

 

Lusa/Aonline   Nacional   31 de Ago de 2011, 17:02

O PSD/Porto condenou hoje a “errada e despropositada” referência do presidente do governo regional dos Açores à RTP do Porto, defendendo que o “eventual desperdício” estará na RTP/RDP Açores.

“A Comissão Política Distrital do PSD do Porto repudia a errada, e despropositada, referência do Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, em relação à RTP Porto”, refere comunicado hoje divulgado.

Em causa estão as declarações proferidas por Carlos César na noite de terça-feira sobre a redução das emissões da RTP Açores que, segundo a TSF, terá dito que “poupar é bom” mas “não faltam outras coisas em que é possível poupar na RTP”.

Terá mesmo dado o exemplo do centro da RTP do Porto, “que tem 450 funcionários”, e de “áreas, chefias e remunerações” na estação que, na sua opinião, são desnecessárias e excessivas.

“Ao contrário do referido por Carlos César, o Centro de Produção da RTP Porto não tem ao seu serviço 450 trabalhadores, mas sim cerca de 350 (incluindo já os trabalhadores da RDP), para cobrir um território com uma população de cerca de quatro milhões de pessoas”, defende hoje o PSD/Porto.

Acrescenta ainda que “a RTP/RDP Açores tem no seu quadro mais de 180 colaboradores para uma população de aproximadamente 246 mil pessoas”, de onde se retira que “ rácio entre população/número de trabalhadores é avassalador” e se conclui “onde está o eventual desperdício”.

Os sociais-democratas sustentam que, “ao contrário da RTP Açores”, o Centro de Produção da RTP Porto “produz, realiza e emite programas de cariz nacional como, por exemplo, Praça da Alegria, bem como a informação dos jornais das Dez, Uma e da Meia Noite”.

O PSD/Porto garante estar “integralmente solidário com o Governo Português na necessidade de racionalização do Sector Empresarial do Estado, de que a RTP faz parte” e lamenta que “Carlos César adultere os indicadores de outras regiões, para justificar as suas reconhecidas incompetências, ou para uma falsa defesa dos interesses dos açorianos”.


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