Presidenciais2026

BE aprova apelo ao voto em Seguro e critica PSD e IL

O BE aprovou o apelo ao voto em António José Seguro contra André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais, anunciou o coordenador do partido, que criticou PSD e IL por não tomarem posição



"Na segunda volta nós vamos ter um confronto entre um candidato pela democracia e um candidato contra a democracia, e neste contexto o Bloco acha absolutamente inqualificável o silêncio das lideranças de PSD e IL", declarou José Manuel Pureza, em conferência de imprensa, na sede nacional do BE, em Lisboa.

O coordenador do BE acrescentou que "o Bloco evidentemente que não hesita e por isso mesmo os órgãos de direção do Bloco assumiram e aprovaram a posição de apelar ao voto em António José Seguro para derrotar André Ventura e para derrotar a extrema-direita nestas eleições presidenciais".

Quanto ao PSD e à IL, José Manuel Pureza considerou que a "recusa de tomada de posição" entre o antigo secretário-geral do PS António José Seguro e o presidente do Chega, André Ventura, acaba por "ser afinal a tomada de posição contra a democracia".

Em nome do seu partido, o coordenador do BE expressou uma "crítica muito veemente a essa atitude de equidistância entre o candidato da extrema-direita, o candidato contra a democracia, e o candidato pela democracia".

Na noite eleitoral de domingo, José Manuel Pureza, anunciou que iria propor o apoio à candidatura de António José Seguro à Mesa Nacional do BE, órgão máximo partidário entre convenções, que se reuniu entretanto, na segunda-feira à noite.

A candidata presidencial apoiada pelo BE, a eurodeputada Catarina Martins, ex-coordenadora do partido, declarou no domingo iria votar em Seguro na segunda volta, que se irá realizar em 08 de fevereiro.

José Manuel Pureza defendeu que "a democracia fica a dever a Catarina Martins um contributo muito qualificado, muito corajoso, muito tenaz", e que a sua campanha, que qualificou como "formidável", valeu também pelo foco em temas como os direitos do trabalho, a saúde, a habitação e a igualdade.

Quanto aos resultados, disse que "ficaram aquém daquilo que era desejado e que era merecido" mas realçou que a ex-coordenadora do BE teve mais votos do que as outras "candidaturas à esquerda", do PCP e do Livre: "Foi aquela que melhor resistiu à pressão enorme no sentido de um voto tático". 

"Consideramos que a candidatura da Catarina Martins foi muito positiva, muito importante, ainda bem que a candidatura da Catarina Martins foi levada avante", reforçou.

Pureza apelou a todas as pessoas que concordaram com a sua mensagem, mas optaram por "um voto tático" noutro candidato, para que se juntem às lutas do BE "contra a política do Governo" PSD/CDS-PP.

"Nesta primeira volta há ainda um outro resultado a sublinhar que é o resultado que é a derrota clamorosa de Luís Marques Mendes, candidato do Governo e que arrasta o Governo para a derrota que sofreu nesta primeira volta", sustentou, apontando o primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, como "um dos principais derrotados".

Interrogado se está confiante ou preocupado quanto à segunda volta, o coordenador do BE respondeu que "o Bloco encara a segunda volta com toda a sua determinação" e não entrará no "campeonato do otimismo e do pessimismo". 

"Agora, evidentemente, é uma responsabilidade histórica que está diante de nós, é a de defender a democracia contra um candidato que é contra a democracia", acrescentou.

Pureza prometeu que "o BE estará totalmente mobilizado para que justamente toda a gente, toda a gente do mundo da democracia vote em António José Seguro para derrotar a extrema-direita".

António José Seguro foi o candidato mais votado nas presidenciais de domingo, com 33% dos votos, seguido de André Ventura, com 23,5%, de acordo com resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. Catarina Martins ficou em sexto, com 2,06%.


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