Estudo revela que crise e incerteza afectam Natal dos portugueses

Estudo revela que crise e incerteza afectam Natal dos portugueses

 

Lusa/AO   Economia   12 de Nov de 2008, 05:17

As famílias portuguesas deverão moderar as suas compras de Natal este ano e gastar menos 4,8 por cento do que em 2007, revela um estudo elaborado pela consultora Deloitte.
De acordo com o estudo, o cenário de crise e incerteza da economia portuguesa e mundial irá afectar as tradicionais compras no período das comemorações do Natal.

    Mais de 90 por cento dos inquiridos afirmaram que a economia está actualmente em recessão, contra os 69 por cento que manifestaram igual opinião no mesmo período do ano passado.

    A maioria dos portugueses também prevê que este cenário irá agravar-se em 2009.

    No estudo, 77 por cento dos inquiridos declararam que em 2008 estão a ter um poder de compra inferior ao de 2007 e que o rendimento disponível para as compras de Natal é igualmente mais reduzido.

    "Neste cenário, os portugueses pretendem adquirir presentes mais úteis e estarão muito atentos às promoções efectuadas nesta época do ano", refere a  Deloitte.

    De acordo com o estudo, os portugueses irão evidenciar ainda "uma postura conservadora e prudente", referindo "estarem dispostos a gastar mais tempo à procura da melhor solução em termos de preço, de forma a não ultrapassarem o orçamento definido para as compras de Natal".

    No entanto, segundo as previsões da consultora, as crianças não serão afectadas pela crise, pois não se estima um decréscimo dos presentes atribuídos pelos adultos.

    "Os brinquedos electrónicos serão bastante procurados, pelo que a expectativa de comportamento deste mercado pode ser encarada com optimismo", refere.

    Segundo a  Deloitte, gastar menos em presentes provavelmente não quererá dizer oferecer menos presentes caros, o que pode ter um impacto positivo em certos segmentos de retalho, tais como grandes lojas de electrodomésticos, artigos de luxo e produtos de marca.

    Relativamente aos presentes preferidos, o estudo indica que em Portugal, as preferências são roupa, livros e dinheiro.

    Este estudo foi realizado em 15 países europeus e na África do Sul entre 29 de Setembro e 10 de Outubro com base numa amostragem de 18.178 consumidores representativa da população de cada um desses países.

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