Educação

Estudantes do secundário regressam quarta-feira às manifestações


 

Lusa/AOonline   Nacional   3 de Nov de 2008, 11:31

Os estudantes do secundário regressam quarta-feira aos protestos, de norte a sul do país, contra as políticas educativas. As palavras de ordem são antigas, mas os métodos de mobilização estão mais apurados.
O Dia Nacional de Luta do Secundário foi agendado por associações de estudantes do Porto, mas a ideia é um protesto "descentralizado" um pouco por todo o país. A maior adesão dos alunos deverá verificar-se em Lisboa.

    Na capital, a manifestação está marcada para as 10:00 no Marquês de Pombal, com saída 30 minutos depois para o Ministério da Educação, na Avenida 5 de Outubro. A Plataforma Estudantil Directores Não! está a ajudar a dinamizar o protesto.

    Nos últimos dias, os membros deste movimento andaram nas escolas de Lisboa, Loures, Oeiras, Odivelas e Sintra a colar cartazes e faixas e a distribuir panfletos. E-mails, mensagens de sms e até a comunidade social virtual hi5 são alguns dos meios que estão a ser utilizados para mobilizar estudantes.

    O novo regime de faltas e o diploma sobre gestão escolar são as principais razões, "apesar de existirem muitas mais", para o aluno acreditar numa adesão maior dos estudantes do secundário na quarta-feira, do que a verificada nos últimos protestos.

    Por outro lado, critica o novo regime de faltas e, sobretudo, a obrigatoriedade da realização de uma prova no caso de ser excedido o limite de ausências, independentemente do motivo: "um aluno pode estar doente, pode morrer-lhe um familiar e para o ministério da Educação isso não tem qualquer peso. Junta-se tudo no mesmo saco".

    Mas os alunos do secundário vão protestar ainda contra o novo diploma da gestão e administração escolar. Lembram que os conselhos executivos, uma direcção colegial, eram escolhidos por um universo que muitas vezes podia chegar aos 200 elementos, enquanto o director, órgão unipessoal, será designado no máximo pelos 20 membros do Conselho Geral, na maior parte dos casos sem ter qualquer contacto com a realidade da escola à qual se está a candidatar.

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