Especialista alerta para inexistência de uma rede regional de cuidados paliativos

Especialista alerta para inexistência de uma rede regional de cuidados paliativos

 

Lusa/AO online   Regional   25 de Out de 2012, 14:53

A coordenadora regional da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, Teresa Flor de Lima, alertou esta quinta-feira para a inexistência de uma rede de cuidados paliativos nos Açores, considerando que é necessário organizar equipas e "funcionar de forma articulada".

“Não se fazem cuidados paliativos nos Açores. Temos que organizar as equipas e funcionar de forma articulada. Falta uma rede regional de cuidados paliativos”, afirmou Teresa Flor de Lima, em declarações à Lusa, salientando que, apesar de existirem profissionais especializados nesta área, "não há uma verdadeira definição do trabalho de equipa", que considerou ser "o pilar dos cuidados paliativos".

Teresa Flor de Lima, que falava à margem do Fórum 'Finais de Vida - dos cuidados paliativos à tanatologia', promovido pela cooperativa Cresaçor, considerou que, nos Açores, "confunde-se ações paliativas com cuidados paliativos”.

Esta especialista salientou que as equipas "estão constituídas no papel", nomeadamente no Hospital de Ponta Delgada, mas frisou que "é preciso desenvolver condições específicas", tanto para as equipas hospitalares como para as equipas da comunidade, para que possam desenvolver o seu trabalho "junto dos doentes com grande sofrimento e com doenças avançadas e incuráveis".

"Atualmente, o que se pretende é que o doente esteja no seio da família, sem sofrimento, que morra em casa, no seu ambiente, e que seja acompanhado", afirmou, mas alertou que "não se pode exigir que as famílias tenham doentes nestas condições e não tenham nenhum acompanhamento".

Na abertura da reunião, Paula Costa, diretora regional da Prevenção e Combate às Dependências, afirmou a intenção das autoridades regionais de "estender as equipas móveis de cuidados continuados de saúde a uma dezena de unidades de saúde".

Por seu lado, Suzete Frias, presidente da Cresaçor, salientou que este fórum pretende “sensibilizar e refletir” sobre o atual estado dos cuidados paliativos e da tanotologia nos Açores, defendendo a importância de “se pensar numa estrutura que dê respostas que tragam melhores anos de vida, não só para a pessoa que envelhece, como para os cuidadores".



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