Espanha estuda pedir ajuda internacional

Espanha estuda pedir ajuda internacional

 

Lusa   Economia   25 de Nov de 2011, 16:25

O próximo Governo espanhol, liderado por Mariano Rajoy (PP) está a estudar a eventualidade de recorrer a ajuda financeira externa como uma das opções para fazer frente à pressão dos mercados, segundo a imprensa

A notícia está a ser divulgada pelo jornal Expansion que, por sua vez cita agências de notícias internacionais que atribuem essa possibilidade a fontes próximas ao PP.

"Não creio que a decisão (de ajuda internacional) já se tenha tomado, mas claro, está em cima da mesa porque a mim perguntaram-me por isso. Isso tem os seus tempos. Precisamos de saber mais sobre a situação atual", disse a fonte.

"Se o tivermos que fazer, teremos que o fazer já", acrescentou a fonte, sem precisar se a ajuda seria através do fundo de resgate europeu ou da nova linha de crédito preventiva do FMI para a zona euro.

Essa linha de crédito, anunciada na terça-feira, permitiria a Espanha poder receber financiamento até 46.650 milhões de euros - numa fórmula calculada com base no contributo espanhol para o FMI - e ajudaria a responder às necessidades de financiamento para 2012.

O primeiro grande teste é em abril quando se vence dívida no valor de 21.311 milhões de euros, o que dá ainda uma janela para o novo Governo, que deverá passar as primeiras semanas em funções a preparar o Orçamento do Estado para 2012.

Em 2012 vencem-se cerca de 118 mil milhões de euros em dívidas que o Tesouro Espanhol tem que assegurar, sendo que uma parte significativa desse financiamento poderia vir da linha do FMI, que prevê juros em torno da euribor mais 200 pontos base, sensivelmente 4 por cento.

Apesar disso, um assessor económico do PP citado na mesma notícia afirmou que recorrer à linha de crédito do FMI é apenas uma das opções em estudo, admitindo que, de forma isolada, seria insuficiente e considerada uma medida passageira.

O FMI ainda não confirmou que países poderiam aderir ao seu programa, desenhado para atuar como "segurança contra choques futuros" fornecendo uma "janela de liquidez a curto prazo" para fazer frente às necessidades dos países afetados pela crise.

A notícia de hoje surge depois de uma semana de debate na imprensa espanhola sobre o silêncio do novo Governo e de Mariano Rajoy, que não fala em público desde que aceitou a vitória nas eleições de domingo.

Bancos, analistas, agências de qualificação e instituições internacionais têm nos últimos dias pedido mais detalhes sobre os planos de ação de Rajoy, que ainda não deu qualquer informação sobre qual será a sua equipa económica.

O líder do PP tem estado a manter reunião com várias individualidades espanholas, mantendo também contactos com líderes europeus.

Nem essa agenda é pública e muitos dos encontros conhecem-se apenas porque jornalistas que estão à porta da sede do PP em Madrid vêm entrar e sair alguns dos protagonistas, entre eles vários banqueiros espanhóis.


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