Escolas abrem portas para responder ao caos das classificações

Escolas da região abriram portas no fim de semana para que os alunos consultassem as classificações e as respetivas provas. Para as notas em “suspenso” a orientação é “aguardar”.




As pautas com as classificações dos exames nacionais foram publicadas no final do dia 17. Fernando Alexandre, Ministro da Educação, viu a sua palavra cumprida, mas a que custo? O que é certo é que este fim de semana a comunidade educativa não dormiu, e não foi por haver festa, foi mesmo por haver muito trabalho.

O país foi avisado de que nem todas as notas seriam publicadas e que, em alguns casos, no lugar de um número iria estar escrito “suspenso”. Mas à medida que as pautas iam saindo, passou-se de alguns casos para centenas e, até, possíveis milhares de provas.

Nos Açores, não foi possível apurar o número de provas com nota em “suspenso”. O jornal Açoriano Oriental tentou apurar, junto do Agrupamento de Exames de Angra do Heroísmo, quantas provas teriam sido afixadas sem nota, mas não obteve resposta.

Alexandre Oliveira, presidente do conselho executivo da Escola Secundária de Lagoa, conta que nas primeiras pautas estavam em falta 14 classificações. “Aguardar”, foi a orientação dada à escola. Ao longo das horas seguintes seriam enviados os novos ficheiros atualizados. Mas, até às 11h30, hora em que o presidente deu declarações ao jornal Açoriano Oriental, ainda não tinha sido recebido qualquer ficheiro atualizado.

Reapreciações com caução de 25 euros na mesma
Apesar do caos e da falta de confiança que este processo trouxe aos alunos e às famílias, a verdade é que a possibilidade de reapreciar as provas mantém-se igual aos anos anteriores.

Alexandre Oliveira diz que não recebeu orientações para que a caução de 25 euros caísse: “A consulta de prova é gratuita, qualquer aluno pode pedir. Para a reapreciação é preciso deixar uma caução de 25 euros. Caso a nota seja alterada, a caução é devolvida, caso contrário, a caução fica retida”.

Ainda assim, a intenção da escola é enviar as 322 provas digitalizadas por email aos alunos, mesmo que não façam pedido de consulta. Mas o presidente sublinhou que é um processo manual, que demora tempo, e que ainda não sabe se é possível.

Escolas abertas no fim de semana
As escolas foram chamadas a “apagar o fogo”, sobretudo depois de Fernando Alexandre afirmar que não havia razões para as notas não serem publicadas no mesmo dia em que foram enviadas pelo Júri Nacional de Exames, prometendo chamar à responsabilidade os diretores que não fizessem cumprir a afixação das classificações.

Do lado das escolas, depois de um dia inteiro à espera dos respetivos ficheiros, muitas acabaram mesmo por fechar. Mas foi de pouca dura, pouco tempo depois foram obrigadas a reabrir os trabalhos.

Nas redes sociais era uma chuva de publicações, com escolas a anunciar que estavam com as portas abertas até às 23h00 por toda a região. Vários estabelecimentos de ensino informaram que iriam enviar as provas digitalizadas aos alunos, mas já se sabe que quanto maior é a escola, mais difícil é o processo.

As escolas estiveram abertas na sexta-feira à noite, voltaram a funcionar ontem até às 17h00 e abrem novamente hoje, entre as 9h00 e as 12h00 e das 14h00 às 17h00, “para os alunos que pretendam consultar as respetivas provas de exames”, lê-se na nota de imprensa enviada pela Secretaria Regional da Educação e Administração Educativa.
Agora segue-se a 2.ª fase. O calendário de exames mantém-se e os alunos podem inscrever-se até amanhã na PIEPE.

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