Açoriano Oriental
Energia renovável injetada na rede elétrica replicado noutras ilhas dos Açores

As ilhas de São Miguel e Terceira vão ver replicado o projeto de fornecimento da rede elétrica com energias alternativas, através do recurso a centrais de baterias, que vai potenciar também a mobilidade elétrica.

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Foto: GaCS/SREAT
Autor: AO Online/ Lusa

Segundo declarou à agência Lusa a secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro, a Empresa de Eletricidade dos Açores (EDA) “já tem em fase final um concurso público, orçado em 14 milhões de euros, para a aquisição de baterias para a ilha Terceira, para garantir estabilidade na rede elétrica, abdicando-se de grupos térmicos”.

Na ilha Graciosa, está em pleno funcionamento, desde agosto de 2019, um projeto denominado Graciólica, da empresa de capitais dinamarquês Howard Scott, que permite, em vários dias do ano, abastecer a rede da EDA, naquela parcela do arquipélago, com energia 100% renovável, sustentada por energia solar, eólica e termoelétrica.

Marta Guerreiro referiu que, após a ilha Terceira, segue-se concurso público idêntico para a aquisição de baterias na ilha de São Miguel, orçado em cerca de 20 milhões de euros, à semelhança do Graciólica, havendo a possibilidade de abdicar-se de combustíveis fósseis para colocar na rede mais energia renovável que, “muitas vezes, não é utilizada no sistema elétrico”.

“Tudo isso casa muito bem com a mobilidade elétrica, porque, como é incentivado o carregamento de viaturas durante a noite, consegue-se maximizar a introdução das fontes de energia renováveis, que são em maior volume durante aquela fase do dia, e não são utilizadas”, explicou a secretária regional.

Para a ilha Graciosa, o líder do executivo açoriano anunciou quinta-feira que se pretende implementar, aproveitando as potencialidades do Graciólica, uma iniciativa que “fará desta uma ilha modelo no que diz respeito à utilização sustentável de recursos naturais”, através da implementação de um projeto piloto relacionado com a mobilidade elétrica.

A solução vai integrar transportes públicos como autocarros, táxis, a par de “soluções inovadoras no turismo”, através da disponibilização de veículos e bicicletas elétricas para as empresas que operam no setor, no âmbito de uma parceira com a Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa.

A titular da pasta da Energia, ainda no âmbito das declarações à Lusa, referiu que, no caso específico da mobilidade elétrica, foram aprovados na reunião do Conselho do Governo, de quinta-feira, em Santa Cruz da Graciosa, os incentivos financeiros para aquisição de veículos elétricos novos, que, em 2020, têm previsto um valor global de apoios de 500 mil euros.

Estes apoios incluem veículos automóveis ligeiros, motociclos de duas rodas ou ciclomotores, triciclos motorizados ou quadriciclos e velocípedes com motor, bem como a aquisição de pontos de carregamento de veículos elétricos.

Marta Guerreiro afirmou que, por exemplo, no caso dos automóveis ligeiros, o valor do incentivo financeiro para a aquisição de veículo automóvel ligeiro por pessoas singulares, limitado a uma unidade por candidato, é fixado em 10% do valor pago, até ao limite máximo de três mil euros.

No caso de pessoas coletivas é limitado a três unidades por candidato e fixado em 10% o valor pago, até ao limite máximo de dois mil euros por unidade.

Nos pontos de carregamento de veículos elétricos o apoio é fixado em 50% do valor pago, até ao limite de 500 euros, sendo que várias destas medidas implicam majorações, como por exemplo, no caso de se encontrarem numa ilha Reserva da Biosfera, como são o caso do Corvo, das Flores, da Graciosa e de São Jorge.

Marta Guerreiro explicou que outra das majorações aplica-se quando o cidadão que possui um automóvel ligeiro - cujo apoio pode atingir os três mil euros -, pode acumular um valor adicional de 500 euros no caso de aderir a uma tarifa de eletricidade diferenciada da EDA, que permite que os carregamentos sejam noturnos, altura em que há mais energia renovável disponível.

Um terceiro incentivo prevê ainda uma majoração de 150 euros se houver lugar ao abate de uma viatura de combustão interna.

A responsável declarou que estes incentivos regionais, que podem ser acumulados com os incentivos nacionais, também podem ser aglomerados, sem “terem obrigatoriamente de acontecer ao mesmo tempo”.

Somando os incentivos do Governo dos Açores (3900 euros) ao nacionais, tendo por referência os valores de 2019 (3000 mil euros), o apoio atinge os 6900 euros.


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