Energia e pescas são potenciais áreas de cooperação entre América Latina e Açores

Energia e pescas são potenciais áreas de cooperação entre América Latina e Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   4 de Dez de 2013, 12:02

O embaixador do Panamá em Lisboa, Frederico Rixas Humbert, referiu hoje que os estados da América Latina acreditados em Portugal estão empenhados em reforçar as relações económicas, admitindo cooperação com os Açores na energia eólica e nas pescas.

Frederico Humbert falava no âmbito de uma audiência dos embaixadores da América Latina acreditados em Portugal com o presidente do Governo dos Açores, realizada em Ponta Delgada.

O embaixador do Panamá integra uma comitiva de 12 embaixadores da América Latina que está de visita aos Açores hoje e na quinta-feira, no âmbito de uma iniciativa do Instituto para a Promoção e Desenvolvimento da América Latina (IPDAL), que organiza em Ponta Delgada e Angra do Heroísmo dois fóruns empresariais.

“A América Latina está a necessitar de energia, sobretudo energia eólica. Já se conhece bastante a produção agroalimentar dos Açores, havendo importadores que recolhem produtos para a América Latina diretamente daqui”, declarou o embaixador do Panamá.

Frederico Humbert frisou que a pesca “pode ser outra potencial zona de cooperação económica que sempre tem saída em qualquer mercado internacional, sobretudo com a América Latina”.

“Em todos os aspetos acho que podemos avançar e fazer mais coisas do que fizemos até aqui”, concluiu.

O presidente do Governo dos Açores destacou a “importância que esta visita tem não apenas para dar a conhecer o arquipélago dos Açores, mas também o contributo que, a diversos níveis, a região pode dar para a afirmação” do país no plano externo.

Vasco Cordeiro referiu haver interesse de cooperação com a América Latina, destacando o posicionamento geográfico dos Açores e o facto de ser uma região europeia, constituindo assim “uma das portas de entrada para a União Europeia”.

Vasco Cordeiro destacou o “potencial imenso relativo ao mar territorial dos Açores, quer do ponto de vista de exploração dos seus recursos, quer pela sua natureza de via de comunicação”.

“Há alterações que se estão a processar a nível mundial que colocarão a zona do Atlântico Norte (onde estão situados os Açores) dentro de outras rotas com maior movimentação e a região não podem nem deve estar alheia a este processo, daí que tenha todo o interesse em acompanhá-lo”, defendeu.

De acordo com o governante, a região tem já uma experiência “interessante” que se poderá analisar ao nível das energias renováveis, nomeadamente a geotérmica e a eólica.

“Espero que os Açores fiquem melhor conhecidos nas suas diversas vertentes, não apenas naquilo que são, mas sobretudo no potencial que apresentam para a sua afirmação e, consequentemente, do país no mundo”, concluiu Vasco Cordeiro.

 


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