Empresa portuguesa WeDo é líder mundial de "revenue assurance"


 

Lusa/ AO online   Economia   2 de Out de 2007, 16:04

A tecnológica portuguesa WeDo Consulting tornou-se líder mundial do segmento "revenue assurance", que permite reduzir a perda de receitas, com a compra da empresa irlandesa Cape Techonologies, por 17 milhões de euros, segundo responsáveis da Sonaecom.
     Cláudia Azevedo, administradora executiva da Sonaecom, e Rui Paiva, presidente executivo da WeDo, assinalaram que ao valor da transacção pode acrescer "até mais 3 milhões de euros" se a Cape atingir determinados objectivos num período de 15 meses.

    Aqueles gestores assinalaram que a nova WeDo, integrando a Cape, deverá facturar 42 milhões de euros em 2007 e apresentar um EBITDA positivo, tem escritórios em 11 países, conta com seis dezenas de clientes de 38 países de todos do continentes e emprega 370 pessoas, das quais 130 em Portugal.

    Rui Paiva sublinhou que toda a facturação da WeDo, incluindo a Cape, é gerada "por produtos e serviços próprios da empresa, que não revende tecnologia de terceiros".

    Cláudia Azevedo explicou que entre 2 a 8 por cento das comunicações das comunicações das operadoras de telecomunicações não são facturadas e o programa RAID, de "revenue assurance", é uma ferramenta tecnológica da WeDo que permite aumentar a facturação das operadoras reduzindo situações de perda de receitas, salientando que este é um segmento onde as grandes empresas de tecnologias não estão presentes.

    Os responsáveis da Sonaecom assinalaram que entre os clientes de "revenue assurance" da WeDo estão a France Telecom/Orange, o grupo Vodafone, a Orascom, a América Movil, a Telefónica/O2, e a Telenor, sublinhando que a tecnologia da WeDo é utilizada para controlar a facturação a cerca de 600 milhões de clientes de telecomunicações em todo o mundo.

    Rui Paiva assinalou que a WeDo ganhou este ano um projecto no México e está a desenvolver projectos para quatro operadoras da América Latina, pertencentes ao grupo Telefónica, e indicou que a empresa está actualmente a negociar "cinco ou seis projectos nos sítios mais estranhos do mundo".

    Cláudia Azevedo assinalou que os gestores da Cape Technologies vão manter-se à frente da empresa, que se irá dedicar particularmente aos mercados do Reino Unido, Estados Unidos e países escandinavos, observando que a WeDo e a Cape estavam essencialmente presentes em mercados complementares.

    A administradora executiva da Sonaecom indicou que a WeDo (sem Cape) deveria apresentar em 2007 uma facturação de 27,5 milhões de euros e um EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) de 3,8 milhões a 4 milhões de euros, dispõe de escritórios em oito países e 250 trabalhadores (92 por cento licenciados), enquanto a Cape prevê facturar 14 milhões de euros e emprega 120 pessoas.

    Precisou que a Cape deveria apresentar este ano um EBITDA negativo porque está a crescer muito (cerca de 50 por cento ao ano) e os seus custos aumentaram significativamente, observando que os gestores da empresa, que detinham metade do capital, consideraram a oferta da Sonaecom interessante e permitindo gerar sinergias.

    Cláudia Azevedo e Rui Paiva assinalaram, que a WeDo vai desenvolver tecnologia anti-fraude para telecomunicações, complementar do "revenue assurance", que será desenvolvida a partir do zero mas contando com algumas competências da Cape Technologies nesta área.

    Rui Paiva indicou que a empresa faz desenvolvimento de software em Braga (50 pessoas), na Irlanda (30), no Brasil (20) e Polónia (10 pessoas), num total de 110 pessoas dedicadas ao desenvolvimento de aplicações informáticas.

    Os responsáveis da empresa indicaram que a WeDo (sem Cape) cresceu 21 por cento em 2006 e deverá manter o mesmo nível de crescimento este ano, sendo 90 por cento do crescimento explicado por novas vendas a clientes existentes e 10 por cento por vendas a novos clientes, representando os mercados externos metade da facturação.

    Assinalaram que incluindo a Cape Technologies, a WeDo deverá facturar cerca de 15 milhões de euros em Portugal e 27 milhões de euros no exterior.

    Relativamente à perspectiva de novas aquisições, Cláudia Azevedo sublinhou que se a WeDo comprar novas empresas será para obter novas competências pontuais e terão muito menor dimensão do que a aquisição da Cape, que foi "a maior aquisição feita por uma empresa portuguesa na área das tecnologias da informação".

    Criada em 2000 a partir da área de informática da Optimus e vocacionada para a área das telecomunicações, a WeDo comercializa, além do RAID, uma solução de gestão de parceiros de conteúdos multimedia (iDeal), uma aplicação de gestão de créditos e cobranças (ICS), um software de gestão de incentivos e comissões (CMS) e uma solução de gestão de roaming (RMS).

    A empresa disponibiliza ainda soluções de gestão de clientes, de "business intelligence" e uma plataforma modular de serviços móveis de dados e multimedia (WZone)
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