Aviação

Embraer assina contrato com empresa chinesa para fornecimento de peças


 

Lusa/AO online   Economia   27 de Ago de 2008, 16:53

A Embraer anunciou a assinatura de um contrato de cinco anos com a empresa chinesa Kun Peng Airlines para fornecimento de peças de reposição, na China.
O contrato permitirá a reposição automática de peças e a diminuição do tempo de entrega, informou a fabricante brasileira em comunicado.

    Actualmente, a Kun Peng, joint venture entre a chinesa Shen Zhen Airlines e a norte-americana Mesa Air, possui mais de 1.900 peças incluídas no programa de reposição da Embraer.

    Em Julho de 2008, a Embraer anunciou um pedido firme de cinco jactos da Kun Peng, que se tornará a segunda maior operadora de aviões da fabricante brasileira, na China.

    O acordo assinado hoje permitirá à empresa chinesa administrar custos de manutenção, com a diminuição do planeamento, controlo e compra de peças.

    "Com o apoio da Embraer, esperamos reduzir significativamente o risco operacional dos nossos jactos, tendo o fornecimento de peças de reposição bem assegurado", salientou o vice-presidente da Kung Peng, Han Dexing, citado no comunicado.

    O centro de peças de reposição da Embraer, na China, foi recentemente certificado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o regulador brasileiro do sector aéreo.

    A certificação permitirá a ampliação dos serviços de manutenção e a diminuição do tempo de entrega de peças da unidade chinesa.

    Em 2003, a Embraer criou uma joint venture com as empresas chinesas Harbin Aircraft e a Hafei Aviation Industry, ambas controladas pela China Aviation Industry Corporation II.

    Localizada em Harbim, capital da Província de Heilongjiang, a Harbin Embraer Aircraft produz aviões para o mercado chinês, com modelos iguais aos fabricados na sede da empresa, na cidade de São José dos Campos, a 90 quilómetros de São Paulo.

    No fim de Julho, a fabricante brasileira anunciou a construção de dois centros de excelência, na cidade de Évora, num investimento de 148 milhões de euros.

    O projecto inclui a implantação de uma unidade dedicada ao fabrico de estruturas metálicas e outra para conjuntos em materiais compósitos.

    A Embraer é, em consórcio com a EADS, o maior accionista da portuguesa OGMA, detendo ambos 65 por cento do capital daquela empresa portuguesa, instalada em Alverca, nos arredores de Lisboa.

    O Estado português detém os restantes 35 por cento da OGMA, através da "holding" Empordef.

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