Eleitores pressionados devem aceitar "partido do Governo" e depois votarem no PSD

Eleitores pressionados devem aceitar "partido do Governo" e depois votarem no PSD

 

Lusa/AO Online   Economia   10 de Out de 2012, 06:43

A candidata do PSD/Açores à presidência do Governo Regional, Berta Cabral, aconselhou, terça-feira, os eleitores pressionados a aceitarem "as ajudas do Governo e partido do Governo e depois votarem no PSD", porque

“Nós sabemos que pessoas são pressionadas, nós sabemos que há materiais de construção civil que já esgotaram em algumas ilhas. Nós sabemos que as promessas são mais que muitas, mas há uma coisa que vos quero dizer: aceitem as ajudas que o Governo e o partido do Governo vos querem oferecer”, afirmou Berta Cabral, num comício no salão do Graciosa Futebol Clube, na ilha Graciosa.

A candidata e líder regional do PSD alertou, porém, que depois de aceitarem as ajudas, os eleitores devem votar no seu partido, no “voto da mudança”, porque “o voto é secreto”.

As declarações de Berta Cabral acontecem no mesmo dia em que o líder do PS/Açores e atual Presidente do Governo Regional, Carlos César esteve na ilha Graciosa a almoçar e em contactos com várias pessoas, como confirmou à Lusa o cabeça de lista do PSD pela Graciosa, João Bruto da Costa.

Num discurso muito aplaudido, Berta Cabral apelou “à não dispersão de votos” nas eleições regionais de 14 de outubro, alegando que o PSD é a “única alternativa” da verdadeira mudança e “a esperança que os Açores precisam”.

“Não vale a pena dispersar votos. Não vale a pena, por muito que se goste do partido A, do partido B ou partido C. É preciso concentrar os votos naquele partido que pode oferecer a alternativa segura e esse partido é o PSD”, sustentou.

A candidata, que se deslocou à Graciosa acompanhada pelo filho mais velho, reafirmou que está na altura dos açorianos “darem um voto de confiança e uma maioria clara e confortável ao PSD” no próximo domingo, alegando que quer liderar “um Governo permanentemente atento às pessoas”.

Segundo disse, 14 de outubro é o dia mais importante dos últimos 16 anos e o mais importante dos próximos 12, devido à limitação de mandatos introduzida no Estatuto Político Administrativo dos Açores.

“Este Governo e este PS já está na governação dos Açores há 16 anos, o que quer dizer que já está há quatro anos fora de prazo”, referiu.

Berta Cabral chegou à ilha Graciosa ao início da tarde, iniciando de seguida uma ação de rua pelo centro da vila de Santa Cruz, onde encontrou uma população envelhecida, que a reconheceu e prometeu votar nela a 14 de outubro.

Berta Cabral também entrou em cafés, para falar com funcionários e clientes e apelou ao “voto seguro” no próximo domingo, pedindo para passarem a palavra aos cerca de cinco mil habitantes da ilha.

“Quero por a Graciosa no bom caminho. Temos de unir as nove ilhas”, referiu.

A Graciosa foi a última das nove ilhas açorianas que a candidata social-democrata visitou durante a campanha eleitoral, sendo que a partir de quarta-feira concentrar-se-á na mais populosa ilha dos Açores, São Miguel para a derradeira conquista do voto.

 


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