Rússia

Economia russa pode resistir à crise com seus próprios meios


 

Lusa/AOonline   Economia   20 de Nov de 2008, 11:16

A Rússia dispõe de recursos suficientes para resolver o problema dos créditos destinados às empresas nacionais, declarou o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, na abertura do X Congresso do partido Rússia Unida.
“Hoje é necessário resolver a questão do crédito a conceder às empresas nacionais recorrendo quase unicamente aos nossos próprios recursos financeiros. Temos todas as cartas na mão”, sublinhou Putin, que é também presidente da Rússia Unida, partido que tem a maioria qualificada na Duma (câmara baixa) do Parlamento russo.

    O primeiro-ministro russo considera que as reservas do país são largamente suficientes.

    “A economia russa gera um importante volume de rendimentos, que devem ser convertidos em capital, o sistema financeiro deve adquir eficácia e a estabilidade necessárias para esse fim”, afirmou.

    Putin prometeu investir mais de 50 mil milhões de rublos (1,4 mil milhões de euros) em 2009-2010 com vista a prevenir a falência de empresas do complexo militar-industrial face à crise financeira mundial.

    “O Governo tomou a decisão de transferir mil milhões de dólares para o Fundo Monetário Internacional para ajudar os países que se vejam num situação financeira muito difícil, assim como conceder créditos à China e à Índia para a aquisição de equipamentos russos, o que permitirá conservar os postos de trabalho e os lucros das nossas empresas”, anunciou.

    O dirigente russo defende também que a Rússia deve explorar a crise financeira para melhorar a sua competividade.

    “Graças ao potencial económico e político que acumulámos, podemos e devemos colocar novos objectivos, sair deste período de instabilidade mundial ainda mais fortes e competitivos, explorar a crise como instrumento para melhor a nossa eficácia”, frisou Putin, recebendo fortes aplausos das centenas de delegados e convidados do Congresso da Rússia Unida.

    “As nossas reservas, continuou, garantirão a estabilidade do sistema orçamental nos próximos anos, independentemente do preço do petróleo e dos produtos tradicionais de exportação, o que significa que os salários dos trabalhadores do sector público, as reformas e os subsídios sociais serão regularmente pagos e que o sistema de assistência social funcionará sem falhas”.

    “Vamos resolver os problemas tendo em conta os cidadãos do país”, precisou.

    Dmitri Medvedev, Presidente russo, participou também na abertura do Congresso para pedir aos militantes da Rússia Unida que participem activamente na superação da crise financeira mundial.

    “O Estado respeitará os seus compromissos sociais neste período difícil... e o partido Rússia Unida, que dispõe de grandes recursos administrativos, deve participar activamente neste trabalho”, frisou.

    Embora seja presidente da Rússia Unida, Vladimir Putin não é militante desse partido. Os delegados esperavam que o primeiro-ministro russo anunciasse a adesão ao partido, o que ainda não aconteceu.

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