Durão Barroso defende que falência da Grécia sairia mais cara do que resgate

Durão Barroso defende que falência da Grécia sairia mais cara do que resgate

 

Lusa/AO Online   Internacional   10 de Out de 2011, 07:43

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, admitiu que o executivo europeu pronunciou-se em 1998 contra a entrada da Grécia na zona euro mas afirmou que, hoje, a falência daquele país seria mais cara do que o seu resgate.

"Estamos convencidos que a falência da Grécia não seria propriamente mais barata para os envolvidos do que o aumento do resgate que está agora em causa", afirmou Durão Barroso em declarações ao diário alemão Bild.

Lembrando que, em 1998, a Comissão Europeia divulgou um relatório no qual expressava “claramente que a Grécia não preenchia os critérios para estar no euro", Durão Barroso sublinhou que a integração daquele país foi aprovada por "decisão política".

"Houve enormes pressões políticas" a favor da integração da Grécia mas não foram criados sistemas de controlo aos números apresentados por Atenas na reta final e proibiu-se a aplicação de sanções aos países sobre endividados, referiu.

Naquela altura, tanto os mercados financeiros como os especialistas “desvalorizaram” os problemas que “agora tanto valorizam” provocando reações de pânico.

No entanto, deixar cair hoje a Grécia resultaria num "grande perigo" de contágio para outros países e “afetaria toda a zona euro", defendeu.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.