Dormidas em alojamentos turísticos nos Açores com subida de 3,2% em junho

Os Açores registaram mais de 516 mil dormidas em alojamentos turísticos no mês de junho, uma subida de 3,2% face ao período homólogo, segundo dados revelados pelo Serviço Regional de Estatística (SREA)



“Em junho, no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico (hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural) dos Açores registaram-se 516,5 mil dormidas, valor superior em 3,2% ao registado no mês homólogo”, lê-se no relatório de Atividade Turística do SREA.

Segundo o SREA, o crescimento foi semelhante ao registado a nível nacional (3,1%).

No primeiro semestre de 2025, os Açores atingiram 1,9 milhões de dormidas em alojamentos turísticos, o que representou um crescimento de 7% face ao período homólogo.

Em junho, a região contabilizou 151,6 mil hóspedes (mais 1,4%), com uma estada média de 3,41 noites, que aumentou 1,8% em termos homólogos.

Os residentes no estrangeiro representaram mais de metade das dormidas neste mês (74,5%), totalizando 384,6 mil, um crescimento de 6,8% face ao período homólogo.

Pelo terceiro mês consecutivo, o mercado nacional registou uma quebra de dormidas nos Açores, totalizando 131,8 mil (25,5% do total), menos 6% do que em junho de 2024.

Entre os mercados externos, os Estados Unidos da América foram o maior mercado emissor, com 73,9 mil dormidas (19,2% das dormidas de residentes no estrangeiro), mais 4,8% do que no período homólogo.

Em segundo lugar, surge a Alemanha, com 63,3 mil dormidas (16,5%), apresentando um acréscimo de 17,2%, e em terceiro a Espanha, com 49,1 mil dormidas (12,8%) e uma subida de 5,5%.

Israel (79,8%), Polónia (47,4%) e Canadá (19,3%) foram os mercados com maior crescimento homólogo.

Em sentido contrário, Eslovénia (-35,4%), Eslováquia (-27,1%) e Bélgica (-17,0%) apresentaram as maiores descidas.

Com 247 mil dormidas, a hotelaria concentrou 47,8% do total em junho, seguindo-se o alojamento local, com 242,5 mil dormidas (47%), e o turismo no espaço rural, com 26,9 mil dormidas (5,2%).

Enquanto o turismo no espaço rural registou um crescimento homólogo de 11,3% e o alojamento local de 9,1%, a hotelaria apresentou uma quebra de 2,7%.

Considerando apenas hotelaria e alojamento local, que concentraram 94,8% das dormidas, todas as ilhas verificaram uma variação homóloga positiva, em junho, com exceção da Terceira, que apresentou uma quebra de 1,8%.

Santa Maria foi a ilha que mais aumentou o número de dormidas (25,7%), seguindo-se Graciosa (25,6%), Corvo (20,2%) e São Jorge (15,8%).

A ilha das Flores registou um crescimento de 13,8%, o Faial de 10,4%, o Pico de 6,9% e São Miguel de 1,4%.

A ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, concentrou 67,7% das dormidas em hotelaria e alojamento local (331,6 mil), em junho, seguindo-se a Terceira, com 62,6 mil dormidas (12,8%), o Pico, com 31,7 mil dormidas (6,5%) e o Faial, com 29,2 mil dormidas (6%).

O mercado nacional teve maior peso nas dormidas das ilhas Graciosa (71,4%) e Santa Maria (58%).

Os mercados alemão e norte-americano destacaram-se como principais mercados externos na maioria das ilhas, mas no Corvo a maioria dos turistas estrangeiros chegou de Espanha (11%).

Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação por cama atingiu 65,4% em junho (menos 1,1 pontos percentuais) e os proveitos totais subiram 8,6% para 25,3 milhões de euros.

O rendimento médio por quarto disponível foi de 114,69 euros e por quarto utilizado de 152,02 euros.

Já o turismo no espaço rural apresentou uma taxa líquida de ocupação por cama de 46,2% (menos 1,2 pontos percentuais) e proveitos totais de 2,9 milhões euros (mais 16,9%).

Nesta tipologia, o rendimento médio por quarto disponível atingiu 89,66 euros e por quarto utilizado 168,35 euros.

No alojamento local, não são apresentados dados sobre os proveitos, mas a taxa bruta de ocupação por cama foi de 42,7% (mais 0,2 pontos percentuais).

Segundo o relatório, 15,9% dos estabelecimentos de alojamento local ativos reportaram que não tiveram movimento de hóspedes em junho.


PUB

Um sismo de magnitude 4,6 na escala de Richter, provocou ontem uma derrocada na via de acesso à Fajã dos Cubres, no concelho da Calheta, obstruindo temporariamente a circulação.