Dois bombeiros da corporação de Borba feridos em invasão do quartel por 20 pessoas


 

AO Online/ Lusa   Nacional   2 de Nov de 2019, 17:30

Dois bombeiros da corporação de Borba ficaram feridos na madrugada deste sábado, um deles foi agredido, numa ocorrência que envolveu a invasão do quartel por um grupo cerca de 20 pessoas, disse o comandante da associação humanitária.

Joaquim Branco adiantou à agência Lusa que os dois bombeiros sofreram ferimentos ligeiros, um por agressão a murro e o outro devido a vidros partidos da porta principal do quartel, tendo sido transportados para o Serviço de Urgência Básica do Centro de Saúde de Estremoz.

O comandante da corporação de Borba, no distrito de Évora, explicou que "perto das 00:30, um grupo de cerca de 20 pessoas deslocou-se ao corpo de bombeiros para fazer um pedido de socorro para uma vítima inconsciente, que estaria junto ao quartel de bombeiros, que depois se confirmou não corresponder à versão inicial".

"Questionados por um dos bombeiros de serviço se tinham acionado o 112, as pessoas responderam de forma indelicada e agressiva e um dos bombeiros foi agredido com dois murros", relatou o comandante.

Depois, adiantou, "os bombeiros de piquete, fecharam a porta de entrada do quartel, tendo os agressores partido o vidro e invadido as instalações, perseguindo os quatro bombeiros que estavam de piquete, que se refugiram em viaturas ou noutras dependências do quartel".

A GNR de Borba, alertada pelos bombeiros, esteve no local a tomar conta da ocorrência, posteriormente com reforço de militares do corpo de intervenção, de acordo com o comandante dos bombeiros.

Fonte da GNR indicou à Lusa que não há detenções, nem foram identificados, ainda, suspeitos do grupo envolvido na ocorrência.

A GNR está a investigar o caso.

A Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora, em comunicado enviado à Lusa, refere que "está solidária" com a corporação de Borba, que na madrugada de hoje, "viu as suas instalações danificadas e os seus bombeiros atacados e agredidos", por um grupo de pessoas.

No comunicado, indica que "exara ainda o seu veemente protesto", considerando que "esta criminalidade não pode ficar impune".

"Do que estiver ao alcance desta Federação tudo faremos para dissuadir este tipo de comportamentos junto das instâncias competentes na defesa dos interesses dos homens da paz e da sociedade civil", adianta o comunicado.


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