Dissidente Hu Jia privado de visitas por ter recebido prémio Sakharov


 

Lusa/AO Online   Internacional   18 de Dez de 2008, 11:05

A China privou o dissidente Hu Jia de visitas familiares para o punir por ter sido galardoado com o Prémio Sakharov 2008 do Parlamento Europeu para a liberdade de pensamento, afirmou hoje a mulher.
O Parlamento Europeu atribuiu oficialmente quarta-feira o prémio a Hu Jia, na sua ausência.

    A mulher, Zeng Jinyan, disse à agência noticiosa francesa AFP ter sido informada hoje que não será autorizada a fazer a visita mensal a Hu Jia.

    Adiantou que a polícia a alertou contra contactos com a imprensa estrangeira.

    "A polícia política pediu à prisão para anular a nossa visita a Hu Jia. É uma punição", indicou à AFP numa conversa telefónica.

    "Nenhum membro da família viu Hu Jia este mês, não sei quando serei autorizada a vê-lo", acrescentou.

    Militante das questões do ambiente e dos doentes de SIDA, Hu Jia, de 35 anos, foi condenado em Abril a três anos e meio de prisão por tentativa de subversão, por propostas divulgadas na Internet e entrevistas concedidas à imprensa estrangeira.

    O prémio do Parlamento Europeu foi-lhe atribuído "em nome de todos os sem voz da China e do Tibete".

    A revelação da atribuição do prémio no final de Outubro levou a protestos das autoridades chinesas.

    Zeng afirmou que pretende utilizar os 50.000 euros do prémio como ponto de partida para uma fundação destinada a ajudar as famílias dos militantes dos direitos humanos presos na China, de acordo com o desejo expresso por Hu há já muito tempo.

    "Espero que as pessoas na China continuem a bater-se... mas neste momento não existem muitas razões para estar optimista", disse hoje.

   

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