Dispensas na função pública são "mais uma ofensiva brutal" contra o povo

Dispensas na função pública são "mais uma ofensiva brutal" contra o povo

 

Lusa/AO online   Economia   9 de Out de 2012, 10:03

O secretário-geral da CGTP-IN acusou o Governo de fazer "mais uma ofensiva brutal" contra o povo, ao decidir que todos os serviços públicos terão de dispensar pelo menos metade dos seus funcionários com contrato a prazo.

Para Arménio Carlos, o novo pacote de austeridade para a função pública inserido no Orçamento de Estado para 2013, que provocará a dispensa de 40 a 50.000 trabalhadores com contrato a prazo, “vai ter consequências na degradação da qualidade do serviço público”.

Em declarações à agência Lusa, o dirigente sindical considerou que “a opção do Governo pelo défice” vai “acabar por se transformar no maior despedimento coletivo registado nos últimos anos em Portugal”.

“[Para além de] enviar dezenas de milhares de trabalhadores para o desemprego, terá consequências na degradação da qualidade do serviço público, quer a nível central, quer a nível local”, disse o líder da Confederação Geral do Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN).

A proposta de Orçamento de Estado, enviada na segunda-feira pelo Governo aos sindicatos, inclui a dispensa, até ao final de 2013, de cerca de 50.000 trabalhadores com contratos a prazo.

O Estado pretende ainda avançar com a subida da idade da reforma para 65 anos e passar a pagar apenas 25% pelo trabalho em dia de feriado aos trabalhadores da função pública.

“Ao mesmo tempo que este Governo aumenta de forma desmesurada os impostos e impõe sacrifícios, continua a reduzir direitos e serviços públicos que são fundamentais para o bem-estar da população e também para o combate às assimetrias e à desertificação”, defendeu Arménio Carlos.

Medidas que a CGTP-IN considera inaceitáveis e que reforçam a necessidade de promover a anunciada Marcha contra o Desemprego.

“Este é mais um exemplo que justifica a participação significativa de trabalhadores, incluindo os da administração pública, central, local e regional, num quadro de contestação e oposição a mais uma medida que é contra os trabalhadores da administração pública, mas acima de tudo que é contra a população em geral e os serviços públicos do Estado”, concluiu.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.