Dificuldades na marcação de ressonâncias magnéticas


 

Pedro Nunes Lagarto   Regional   18 de Dez de 2008, 09:57

No passado dia 15 de Dezembro, Ivana consultou a sua ginecologista que, após observação, chegou à conclusão de que existem motivos para suspeitar que a sua  doença oncológica se encontra em fase recidiva.
Com base nesta preocupação, a especialista pediu a Ivana para realizar uma ressonância magnética com carácter de urgência no Hospital de Ponta Delgada.
 Contudo, ao dirigir-se  ao hospital,  Ivana foi  informada de que a única pessoa habilitada para a realização de uma ressonância magnética  da zona pélvica tinha férias marcadas, pelo que efectuar o exame seria impossível durante vinte dias.
Ivana, uma italiana a residir nos Ginetes-Várzea há sete anos,  afirma compreender  que as férias são um direito, mas considera evidente que o responsável pelo serviço deveria procurar uma alternativa, “como se não se tratasse de uma valência hospitalar essencial”.
Ou seja, sendo as férias um dado adquirido e portanto completamente previsível, “parece-me que durante estes vinte dias o que se verifica é a suspensão injustificada de um serviço público essencial”.
De acordo com a administração do Hospital de Ponta Delgada, uma avaria técnica “grave e inultrapassável” impediu o funcionamento do equipamento de ressonânia magnética entre 20 de Novembro e 10 de Dezembro, o que determinou que a prioridade esteja a ser dada à realização de exames dos pacientes internados. Ademais, o período de férias de alguns profissionais “também agravou” o tempo de espera.
No caso em apreço, a administração considera que “não sendo uma situação de emergência ou mesmo de urgência, mas de uma utente em vigilância”, a realização do exame a 5 de Janeiro não colocará em risco a respectiva situação clínica”.
Mais esclarece que nos casos de emergência, e caso ocorra falta de capacidade do serviço, há sempre a possibilidade de transferir o paciente para um hospital do continente.

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