Espanha

Dezenas de milhar nas ruas contra abertura de diálogo com a ETA


 

Lusa / Ao online   Internacional   24 de Nov de 2007, 17:47

Dezenas de milhar de pessoas protestaram hoje nas ruas contra a política antiterrorista do primeiro-ministro espanhol José Luís Zapatero, que passa pelo diálogo com a ETA, numa manifestação convocada pela Associação das Vítimas do Terrorismo (AVT).
    Os manifestantes expressaram a sua recusa às negociações com a organização separatista basca ETA e exigiram a demissão do chefe do governo, que nesta legislatura abriu uma via de diálogo com aquela estrutura terrorista.

    O diálogo terminou depois do atentado do passado dia 30 de Dezembro no aeroporto de Madrid, que custou a vida a dois cidadãos equatorianos.

    Empunhando bandeiras espanholas, os manifestantes exigiram a ilegalização da Acção Nacionalista Basca (ANV) e do Partido Comunista das Terras Verdes (PCTV) e a dissolução das câmaras municipais das regiões do País Basco e Navarra que são governadas por dirigentes próximos da ETA.

    Ao longo do protesto, os manifestantes pediram ainda a revogação do acordo do Congresso (câmara baixa do Parlamento espanhol) que autoriza o governo a dialogar com a ETA, caso esta organização demonstre a intenção de abandonar a violência.

    A abrir uma das alas da marcha, em que não participou mariano Rajoy, líder do maior partido da oposição, o Partido Popular (PP), os manifestantes transportavam um pano em que se podia ler "Por um Futuro em Liberdade", em que se integravam os dirigentes da AVT, enquanto na segunda ala o pano que era transportado tinha inscrito "Juntos, derrotemos a ETA", em que se reuniam dirigentes do PP.

    Mariano Rajoy esteve presente, de manhã, num comício convocado pelo PP em Almeria, Sul do país, em que declarou que o partido que lidera está "como sempre" com as vítimas, de quem disse que "lutam pela causa mais importante que um ser humano pode defender".

    A cerca de três meses e meio das próximas eleições, o líder do PP apelou ao voto no seu partido, como única alternativa capaz de fazer frente ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE, no poder).

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