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Descubra os Açores num jogo de família

Descubra os Açores num jogo de família

 

Pedro Nunes Lagarto   Regional   12 de Nov de 2008, 10:38

“À Descoberta dos Açores” é o nome do jogo lançado por dois jovens empresários da ilha Terceira que pretendem conquistar os locais, os turistas e ainda os emigrantes dos Estados Unidos e Canadá, em versão bilingue. O Açoriano Oriental entrevistou Luís Carneiro
Como nasce este jogo?
Este é o primeiro produto comercializável da empresa Ideias Globais -  minha e do meu sócio Hugo Salvador - que foi inaugurada em Março deste ano em Angra do Heroísmo, ilha Terceira.
Com excepção das publicações que estão disponíveis nas livrarias, constatámos que havia uma lacuna no mercado a nível de produtos que transmitissem as características e particularidades das ilhas, realçando a sua diversidade. A ideia é aprender jogando.
Em que consiste?
Temos um tabuleiro que é constituído por casas com uma cor específica que correspondem a cada ilha, peças e dados e cinquenta cartas com dez perguntas cada, num total de quinhentas.
Ao atirar os dados os jogadores cumprem um percurso sendo confrontados com perguntas,  devendo responder acertadamente para atingir o objectivo, que é conquistar as nove ilhas.
Que preocupações na passagem da ideia ao produto final?
Tivemos especial cuidado a três níveis: design, material e conteúdo.
No que respeita ao design,  procurámos que fosse atractivo.
O material, bem, pode observar que é de boa qualidade. 
Por fim, o mais importante, o conteúdo:nesse âmbito, contámos com a ajuda de três especialistas das áreas da História e Cultura dos Açores, tais como o Dr. Maduro Dias, o Dr. João Paulo Constância e o Dr. José Mendonça.
Devo dizer-lhe que tentámos que a produção fosse realizada integralmente nos Açores. Infelizmente, a impressão teve que ser realizada no continente.
Público alvo?
Destina-se a todas as pessoas porque as perguntas apresentam diferentes graus de dificuldade. Pode, assim, ser jogado por miúdos dos oito aos dez anos, adultos ou idosos.
O objectivo final não é o das pessoas saberem tudo, mas aprenderem mais sobre o arquipélago dos Açores.
Portanto, uma proposta para um serão em família?
Sim. É também um dos nossos grandes objectivos promover o convívio entre os avós, os pais e os netos.
Posso dizer-lhe, aliás, que muitas pessoas  perguntam qual o motivo de não lançamos o jogo no formato digital. Respondemos que não, pois para já optámos por lançar o formato tabuleiro, precisamente para suscitar o jogo no seio da família.
 De qualquer modo, contamos apresentar mais à frente uma versão digital. E não só.
Tal significa...
Significa que em Janeiro vamos lançar a versão bilingue, ou seja, em Português e Inglês, destinado aos turistas que nos visitam e também aos nossos emigrantes, muitos dos quais com filhos e netos que não dominam a língua portuguesa nem conhecem o arquipélago dos Açores.
O objectivo comercial passa assim por se ultrapassar a fronteira do arquipélago?
Sim!  Penso que este jogo, para além do prazer do jogar pode ser muito útil na aproximação das comunidades.
Esta primeira edição conta com quantos exemplares?
Teve 3040 exemplares que estão disponíveis na Loja do Adriano (ilha Terceira), no Peter’s (ilha do Faial) e na Livraria SolMar (ilha de São Miguel).
Para além destes três principais pontos de distribuição temos outros espaços. Estamos igualmente a finalizar contratos com os Correios de Portugal e o Hiper Modelo.
Preço de venda ao publico?
Trinta euros.
Bem, não é barato...
Depende. Se tivermos em conta que a ideia é nova, a qualidade do material e ainda a reputação dos historiadores que nos ajudaram a preparar o jogo, penso que não é caro.
Por outro lado, há no mercado jogos parecidos, isto é, com regras semelhantes embora com conteúdos diferentes, que custam de quarenta a cinquenta euros. E este é sobre a nossa terra. Repito: é um jogo destinado a todas as idades, que fala das ilhas numa perspectiva global.



Dois jovens arriscam negócio
Luís Carneiro, vinte e seis anos, é natural da ilha Terceira.
Frequenta o Curso de Gestão de
Empresas na Universidade dos Açores, em São Miguel, onde se desloca apenas para a realização dos exames.
Abriu a empresa Ideias Globais com um sócio, Hugo Salvador, também natural da ilha Terceira.
Luís tem vinte e seis anos e Hugo vinte e sete.
Arriscaram entrar no mundo dos negócios e  apostam forte no jogo “À Descoberta dos Açores”, disponível em três ilhas: Terceira, Faial e São Miguel.
Esperam que os particulares sejam sensíveis ao seu produto, a par do Governo Regional e as autarquias, dado o valor pedagógico da sua primeira criação.||

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