Descida do desemprego "é sinal positivo" mas números continuam elevados

Descida do desemprego "é sinal positivo" mas números continuam elevados

 

Lusa/AO Online   Economia   29 de Nov de 2013, 10:40

O Ministro do Trabalho considerou esta sexta-feira que a descida da taxa de desemprego em Portugal é um sinal positivo de recuperação da economia, mas ressalvou que é preciso continuar a trabalhar para reduzir os números, ainda "muito elevados".

 

"É mais um sinal positivo de recuperação da economia portuguesa. O desemprego desce consecutivamente desde o início do ano, mas sabemos que o desemprego continua a ser a maior fatura social que o país tem", disse Pedro Mota Soares aos jornalistas, no Parlamento.

O governante comentava os dados hoje divulgados pelo Eurostat, que reviu em baixa os valores da taxa de desemprego em Portugal pelo oitavo mês consecutivo, para os 15,7% em outubro.

"Esta descida consolidada dos dados do desemprego dá-nos um incentivo para continuarmos a trabalhar porque sabemos que estes números continuam a ser muito elevados e que é preciso trabalhar ainda muito para garantirmos espessura a estes indicadores e garantirmos que, de forma estrutural, se continua a reduzir o desemprego em Portugal", afirmou Mota Soares.

O gabinete oficial de estatísticas da União Europeia reviu em baixa de meio ponto percentual (de 16,3% para 15,8%) a taxa de desemprego para Portugal em setembro, tal como os valores para os meses de julho e agosto, de 16,5% para 16% e de 16,5% para 16,2%, respetivamente.

O Eurostat justifica as revisões, sobretudo as mais significativas, como no caso de Portugal, com a inclusão no processo de cálculo da taxa de desemprego dos dados mais recentes do estudo da União Europeia sobre a força de trabalho, com base no qual calcula a taxa de desemprego, resultado do número de pessoas desempregadas enquanto percentagem da força de trabalho.

A taxa de desemprego de 15,7% em outubro (uma descida face aos 15,8% verificados em setembro e aos 16,9% de outubro de 2012) mantém Portugal como o quinto país da União Europeia com o desemprego mais elevado, sendo ultrapassado apenas pela Grécia, Espanha, Croácia e Chipre.

 



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