Liga Portuguesa

Derby da Luz termina numa igualdade

Derby da Luz termina numa igualdade

 

Lusa/AO   Futebol   30 de Ago de 2008, 22:35

Benfica e FC Porto empataram um escaldante clássico da segunda jornada da Liga de futebol em que o “encarnados” jogaram os últimos 30 minutos com menos um jogador, devido à expulsão de Katsouranis
No Estádio da Luz, antes do internacional grego ter visto pela segunda vez o amarelo (59 minutos), devido a uma entrada dura sobre o muito apupado Cristian Rodriguez, o “capitão” Lucho Gonzalez (11) tinha colocado os campeões nacionais em vantagem, de grande penalidades, e Oscar Cardozo (56) reposto a igualdade.
Com este resultado, o grande beneficiado da ronda poderá ser o outro “grande”, o Sporting, que, em caso de triunfo, segunda-feira no terreno do Sporting de Braga, ganhará vantagem sobre os dois maiores rivais.
O Benfica volta, assim, a não vencer no campeonato, somando o seu segundo empate, depois ter alcançado igual resultado no reduto do Rio Ave, enquanto o FC Porto soma quatro pontos, naquela que foi a 23ª igualdade entre as duas equipas.
Em relação ao encontro de Vila do Conde, e como era esperado, Quique Flores, no seu primeiro clássico em Portugal, colocou na equipa inicial o regressado Di Maria, que conquistou a medalha de ouro em Pequim2008 ao serviço da selecção argentina, e o estreante José António Reyes, nos lugares de Ruben Amorim e Urreta.
No FC Porto, Jesualdo Ferreira surpreendeu ao instaurar uma “mini-revolução” no “onze”, apostando no central Rolando para o lugar do “capitão” Pedro Emanuel, enquanto Fucile ocupou a posição de defesa esquerdo, em detrimento de Benitez. Por seu lado, Fernando substituiu o lesionado Mariano Gonzalez.
Novamente sem Quaresma, cuja partida para o Inter de Milão parece iminente, o técnico dos “dragões” abdicou do habitual “4-3-3”, reforçando o meio-campo, com os “trincos” Tomas Costa e Fernando, e colocou na frente o goleador Lisandro Lopez, apoiado por Rodriguez.
Com as atenções do “inferno” da Luz viradas para o ex-benfiquista nos primeiros minutos, os “dragões” beneficiaram cedo de uma grande penalidade, devido a um claro puxão de Katsouranis a Lucho, quando o “capitão” portista se preparava para receber a bola.
Aos 11 minutos, “El Comandante” colocou o FC Porto em vantagem, ao converter com sucesso o castigo máximo, e redimiu-se do penalti falhado no encontro da Supertaça, frente ao Sporting.
Os “encarnados” responderam logo de seguida, primeiro com um disparo perigoso de Reyes, após lance estudado com Carlos Martins, e depois através de Pablo Aimar, que conseguiu bater Helton, mas viu Fernando tirar a bola em cima da linha de golo.
Numa altura do encontro verdadeiramente electrizante, Cristian Rodriguez esteve perto de vingar os assobios recebidos do público “encarnado”, com um remate já dentro da área, que Quim respondeu com boa defesa, num lance que levou um adepto do Benfica a chegar às imediações do relvado e a empurrar um dos árbitros auxiliares.
Sempre com Lucho imperial a meio-campo, no decorrer da primeira parte, o FC Porto foi impedindo com sucesso qualquer investida “encarnada”, que mostrou quase sempre algum desacerto entre Aimar, Di Maria e Reyes. Até ao intervalo, os “dragões” estiveram perto de aumentar a vantagem, com Lucho a desmarcar Lisandro Lopez, que atirou ao poste direito da baliza de Quim.
No regresso dos balneários, Quique Flores foi obrigado a lançar Nuno Gomes para o lugar do lesionado Pablo Aimar, mas foram os campeões nacionais, com Guarin no lugar de Tomas Costa, que estiveram perto de marcar, novamente por Lisandro, que, perante uma baliza “deserta” e com tudo para facturar, atirou cima.
O erro do melhor marcador da Liga do ano passado custou ainda mais aos “dragões”, quando Cardozo, aos 56 minutos, igualou a partida, com um cabeceamento certeiro, após centro da esquerda de Yebda, numa lance em que Helton podia ter feito melhor.

    Quando parecia que os “encarnados” poderiam crescer no “clássico”, Katsouranis voltou a errar, agora ao deixar a sua equipa a jogar com 10 unidades: viu o segundo cartão amarelo, e o consequente vermelho, após uma entrada desnecessária sobre Rodriguez.
Novamente com o encontro numa toada emocionante, o avançado uruguaio do FC Porto arrancou do meio-campo e só parou na grande área do Benfica, obrigando novamente Quim a boa intervenção.
Na tentativa que aproveitar a vantagem numérica, Jesualdo Ferreira lançou Hulk, tirando um médio (Fernando), e o avançado brasileiro assustou logo o guardião do “encarnados, aos 63 e 66 minutos.
Até ao final da partida, o FC Porto não conseguiu criar jogadas de perigo junto da baliza de Quim, frente a um Benfica que se limitou a lutar para manter a igualdade, apesar de alguns jogadores terem demonstrado alguns problemas físicos.

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