A Arco Progressista, que se define como uma oposição moderada ao regime castrista, pretende dar "uma nova dimensão" à sua organização para "uma nova etapa em direcção a uma transição" na qual a ilha carabenha entrou após a retirada de Fidel de Castro e a sua substituição no poder pelo seu irmão Raul, explicou à agência noticiosa France Presse Leonardo Calvo, um dos dirigentes do futuro partido.
A reunião constituinte de dois dias teve lugar numa antiga mansão no centro histórico da capital cubana e reuniu cerca de 20 representantes dos três grupos que reivindicam "entre 300 e 400 membros efectivos" e alguns milhares de "voluntários".
Os três grupos que se fundem no Partido do Arco Progressista são a Coordenação Social-Democrata (implantada entre os cubanos exilados), o Partido do Povo e a Corrente Socialista Democrata.
Manuel Cuesta Morua, um outro dirigente dos dissidentes moderados, sublinhou que o novo partido irá ter "uma larga base e um carácter social-democrata" e está pronto a receber também os Cristãos e Liberais “que se identifiquem com os valores do socialismo".
A reunião teve como divisa "Um novo país, construir a Cuba dos cidadãos".
Cuba: Grupos oposicionistas criam partido social-democrata
Três grupos da oposição cubana, conhecidos como a Coligação Arco Progressista, decidiram fundir-se para criar um partido social-democrata, durante uma reunião constituinte em Havana.
Autor: Lusa / AO online
