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CTT querem plataforma de produtos bancários em 100 balcões até Julho de 2009


 

Lusa/AO online   Economia   27 de Ago de 2008, 16:53

Os CTT querem ter 100 balcões da sua plataforma de produtos bancários e financeiros a funcionar até ao final de Julho de 2009, revelou o presidente da empresa, Estanislau Mata da Costa.
"Até 31 de Julho de 2009, queremos ter 100 lojas a funcionar. E um ano depois queremos ter 400 estabelecimentos", afirmou o responsável dos Correios, no final da conferência de apresentação de resultados semestrais da empresa.

    A plataforma financeira dos CTT pretende vender todo o tipo de produtos bancários e financeiros, como depósitos, créditos e seguros, sendo que os Correios estão "abertos a negociações" com potenciais interessados em distribuir estes produtos através da sua rede.

    A criação desta plataforma, que se dedicará à venda de produtos de bancos e seguradoras, significa o abandono do projecto - várias vezes adiado - de criação de um banco postal.

    Os CTT adoptam, por isso, uma estratégia equiparável à que seguiram no sector das telecomunicações, com a criação do operador virtual Phone-ix, aproveitando os seus numerosos balcões para comercializar produtos de terceiros (no caso do Phone-ix, actuando com base na rede de outra operadora).

    "Estamos abertos a propostas e quem nos remunerar melhor poderá utilizar a nossa rede de balcões para distribuir os seus produtos", afirmou Mata da Costa.

    Actualmente, os CTT estão a fazer um "esforço a nível de tecnologias de informação", para preparar a plataforma aberta que deverá entrar em funcionamento nos próximos meses, acrescentou o gestor.

    O passo seguinte será a admissão de pessoal para funções de 'back office' e a aposta na formação dos actuais funcionários dos Correios, preparando-os para vender produtos bancários e financeiros.

    Os CTT pretendem seguir o exemplo dos seus congéneres suíço e italiano, que nos últimos anos lançaram plataformas idênticas, sem necessidade de obter uma licença de actividade bancária por parte dos respectivos bancos centrais.

    "Não precisamos da licença para operar com esta plataforma. Mas se uma dia nos derem a licença, melhor", afirmou Mata Costa, referindo ainda que os CTT pretendem ter a "oferta mais vasta possível", neste domínio.

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