“Crise da imprensa regional portuguesa é um tema na ordem do dia há 50 anos”

“Crise da imprensa regional portuguesa é um tema na ordem do dia há 50 anos”

 

Paulo Faustino   Regional   18 de Abr de 2019, 10:11

Mário Mesquita, professor de Jornalismo e vice-presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) analisa a crise nos media e o desaparecimento de jornais regionais, e revela as conclusões do estudo da ERCsobre as “fake news” e as suas propostas para as combater.

Qual a sua opinião sobre o estado da comunicação social no país e, em especial, nos Açores?
Talvez seja melhor referir logo à partida que no plano internacional a tendência foi para o recuo de todos os media noticiosos, com exceção da rádio nos Estados Unidos. São estudos dos anos de 2017 e de 2018. Alguns dos melhores jornais do mundo resistem e equilibram-se entre o papel e o online (casos do New York Times, do Guardian ou do Le Monde). Portugal não escapa à euforia das redes sociais onde o jornalismo é uma parte menor dos conteúdos. A circulação total (impressa e digital) do Correio da Manhã é de 80 mil exemplares. A do Jornal de Notícias ronda os 40 mil. O Público confina-se a 30 mil, e o Diário de Notícias, como é sabido, já só possui uma edição semanal em papel. Este panorama dispensa qualificações. Anote-se que a principal publicação online, o Observador, rejeita o conceito de pluralismo de opinião, por ser essa a vontade dos seus patrões. Não me peça para comentar este cenário.


Pode ler a entrevista na íntegra na edição desta quinta-feira, 18 abril 2019, do jornal Açoriano Oriental


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