Emprego

Criados 133 mil novos empregos desde 2005

Criados 133 mil novos empregos desde 2005

 

Lusa/AO online   Economia   18 de Ago de 2008, 14:54

O primeiro-ministro anunciou terem sido criados 133 mil empregos líquidos desde Março de 2005 e manifestou-se confiante no cumprimento da meta de criação de 150 mil novos postos de trabalho até final da legislatura.
    "Apesar de todas as críticas e pessimismo dos que falavam em metas ambiciosas e impossíveis de realizar, a verdade é que estes números mostram como está ao nosso alcance esse objectivo", afirmou José Sócrates em Santo Tirso, durante a cerimónia de apresentação de um centro de atendimento da Portugal Telecom naquela cidade que irá empregar 1.200 pessoas.

    Segundo salientou, os 133 mil novos postos de trabalho criados desde o início da legislatura são "emprego líquido": "Descontados os empregos que se perderam, o saldo é positivo em 133 mil novos empregos", sustentou.

    Números que, considerou, são "muito positivos para um Governo que definiu como objectivo da sua política económica a criação de emprego e de 150 mil novos postos de trabalho".

    De acordo com o primeiro-ministro, estes números resultaram da "actividade económica privada" e não do recrutamento de funcionários públicos.

    "Pela primeira vez desde há muitas décadas, o emprego público declinou", disse, afirmando que, "hoje, o Estado tem menos 40 mil funcionários públicos do que em 2005", com o consequente impacto positivo na despesa pública.

    Na sua intervenção, José Sócrates destacou os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a economia portuguesa, referentes ao 2º trimestre deste ano, admitindo que "foram melhores do que o esperado e surpreenderam pela positiva".

    Para além dos dados favoráveis relativamente à evolução da inflação e ao crescimento económico, José Sócrates destacou como "mais importante" a evolução do desemprego e, sobretudo, do emprego.

    "Segundo o INE, o desemprego baixou três décimas face ao primeiro trimestre deste ano e seis décimas face ao segundo trimestre do ano passado", recordou, salientando que "é a segunda vez que há um decréscimo homólogo tão significativo na taxa de desemprego".

    Já relativamente ao emprego, cujos dados considerou "surpreendentes", o governante considerou que "progrediu de forma muito satisfatória no segundo trimestre", contribuindo para um total acumulado de 133 mil novos postos de trabalho desde Março de 2005 e para o cumprimento da meta eleitoral de criação de 150 mil empregos.

    "O objectivo de criação de emprego permanecerá como um dos principais objectivos da política económica do Governo", rematou.

    No que respeita aos 1.200 postos de trabalho a criar pela Portugal Telecom num novo centro de atendimento em Santo Tirso, José Sócrates destacou a importância deste investimento, orçado em cinco milhões de euros, "para Santo Tirso e o Vale do Ave".

    "O Vale do Ave já passou por uma mudança muito importante na nossa economia e olha para o futuro com vontade de resolver os problemas", disse, destacando os "bons exemplos" de empresários locais que "modernizaram as suas fábricas" e dirigem empresas "do mais competitivo que há no mundo".

    Segundo Sócrates, o têxtil "é o exemplo de um sector tradicional que enfrentou com coragem as exigências" e, "depois do impacto sofrido em 2005, 2006 e 2007 já foram anos de recuperação".

    Reconhecendo, ainda assim, os "claros problemas" que a região do Vale do Ave ainda atravessa, com muitas empresas a "ficar pelo caminho" nos últimos anos e a "transformação" em curso a impor "sacrifícios e dificuldades", o primeiro-ministro manifestou o "total apoio" do Governo "para que as empresas possam ser competitivas e modernas".

    Mas alertou: "O dever do Estado não é tratar da vida de ninguém, mas dar oportunidades".

    À porta da Câmara Municipal de Santo Tirso, onde decorreu a cerimónia de apresentação do novo investimento da Portugal Telecom, ex-trabalhadores da têxtil local Baiona aguardaram o primeiro-ministro para lhe entregar uma carta apelando à sua intervenção no processo de falência da empresa e funcionários da fábrica de pneus Camac tentavam alertar para as dificuldades atravessadas pela unidade.

    Segundo explicou o dirigente da União de Sindicatos do Porto, José Alberto Ribeiro, a Baiona já encerrou há cinco anos, mas os mais de 200 ex-trabalhadores ainda não receberam as devidas indemnizações e salários em atraso.

    Já na Camac, os também cerca de 200 funcionários não recebem desde o mês de Junho e arriscam o desemprego.

    "Estes 1.200 empregos a criar pela Portugal Telecom são uma gota no oceano do desemprego em Santo Tirso", salientou, adiantando que, "só no primeiro semestre deste ano, inscreveram-se nos centros de emprego do concelho mais de 1.700 pessoas".

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