O consórcio considera que a decisão assenta em fundamentos jurídicos incorretos, na aplicação de critérios que não constam do procedimento e numa avaliação que não reflete uma análise objetiva.
Segundo a nota de imprensa enviada à redação, o consórcio afirma que o relatório do Júri “reconhece vantagens claras financeiras” na sua proposta, incluindo o facto de não prever qualquer injeção de capital em 2026 e de antecipar resultados positivos já em 2027. Ainda assim, o Júri concluiu que a proposta não cumpre os objetivos da privatização - o consórcio considera esta posição como incoerente.
Outro ponto de contestação prende-se com a avaliação da idoneidade do consórcio. Após terem sido consideradas resolvidas as dúvidas relativas aos parceiros iniciais, a entrada dos empresários portugueses Carlos Tavares e Paulo Pereira, que são “reconhecidos no mercado nacional e internacional”, terá resultado numa pior classificação global da proposta.
O consórcio afirma que esta conclusão carece de fundamentação objetiva e “aproxima-se perigosamente de uma apreciação injustificada e de natureza difamatória”.
O consórcio rejeita também o argumento de que a entidade pública alienante não deva assumir responsabilidades por decisões tomadas antes da privatização. Defende que as obrigações atribuídas à SATA Holding estão devidamente identificadas, quantificadas e refletidas nos Relatórios e Contas da SATA Internacional, sendo, por isso, plenamente conhecidas.
Sobre o interesse público, o consórcio considera a decisão preocupante, sublinhando que a sua proposta “reduziria o risco financeiro para os contribuintes e criaria condições para a sustentabilidade económica da empresa”.
O grupo argumenta ainda que a exclusão ignora os acordos com estruturas sindicais e representantes dos trabalhadores.
O Atlantic Connect Group reafirma que a sua proposta é sólida, responsável e alinhada com o interesse público, mantendo-se disponível para construir, com os trabalhadores da Azores Airlines, “um futuro sustentável”.
O consórcio afirma que “não vai abdicar dos seus direitos num processo que dura há cerca de três anos” e está preparado para defendê-los por todas as vias legais, nacionais e internacionais.
