Conselho de Ilha do Corvo defende construção de novo quartel dos bombeiros

O Conselho de Ilha do Corvo reivindicou do Governo Regional dos Açores a construção de um novo quartel dos Bombeiros Voluntários, uma vez que o atual “não satisfaz as necessidades existentes”



No memorando do Conselho de Ilha enviado ao executivo, a que agência Lusa teve acesso, os conselheiros também pedem um “ponto de situação” da empreitada de ampliação e remodelação da aerogare e construção do edifício para o Serviço de Salvamento e Luta Contra Incêndios do Aeródromo.

No documento reivindicativo que vai ser discutido na quarta-feira, na reunião do Conselho de Ilha com o executivo, que irá decorrer durante a visita estatutária ao Corvo que começa na terça-feira, é também defendida a aquisição de um novo autotanque para os bombeiros e pedida a implementação de um sistema de localização, “equiparado aos utilizados na montanha do Pico, tendo em conta as especificidades da ilha, a ausência de rede [de telecomunicações móveis] na cratera e as condições atmosféricas que, muitas vezes, dificultam as operações de resgate por parte do corpo de Bombeiros Voluntários”.

Os conselheiros também pedem a gestão e ordenamento do cais do porto da Casa, devido à afluência turística, e questionam sobre a empreitada de estabilização da falésia adjacente à vila.

À Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social pedem a majoração do financiamento dos Contratos de Cooperação - Valor Cliente e a inclusão da ampliação do Lar da Santa Casa da Misericórdia nos investimentos prioritários para a ilha, “assegurando o respetivo financiamento, por forma a responder à atual carência de vagas e às necessidades futuras da população idosa”.

Também solicitam à Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto a substituição da cobertura do polidesportivo, enquanto a tutela da Agricultura e Alimentação é questionada sobre a intervenção que visa controlar o elevado número de cabras e ovelhas selvagens existentes na ilha.

Segundo o memorando, à Secretaria Regional do Mar e das Pescas, entre outros assuntos, o órgão presidido por Gregory Domingos, solicita que faça o ponto de situação da instalação de uma segunda máquina de gelo na Lotaçor.

No documento, também defendem a dragagem do rolo e a colocação de um pontão flutuante para acostagem de barcos turísticos e o cumprimento dos prazos de pagamentos dos apoios destinados à Associação de Pescadores da Ilha do Corvo.

Nas acessibilidades aéreas, os conselheiros sugerem que a Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas acautele, nas obrigações de serviço público, as ligações entre as ilhas do Corvo e de São Miguel e vice-versa, “atendendo às necessidades da população em viajar e à circunstância de, não sendo dada prioridade aos corvinos, os únicos voos disponíveis ficam maioritariamente lotados com passageiros com outras possíveis voos de ligação, deixando-os em lista de espera”.

Por outro lado, tendo em conta que as aeronaves Dash-200 (as únicas que operam na ilha) se encontram em fim de ciclo de vida, o Conselho de Ilha “questiona de que forma o Governo Regional pretende resolver a questão”.

Já à Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego colocam assuntos relacionados com a aquisição e recuperação de prédios urbanos para resolução da carência de habitação, a recuperação de prédios na zona urbana antiga da vila e a criação de apoios para a legalização de prédios, “com vista à regularização registal e fiscal do património edificado”

Por fim, à Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, os conselheiros pedem que faça diligências junto do Governo da República, para “reforço de recursos humanos afetos ao Registo Civil da Ilha do Corvo, de modo a assegurar o adequado funcionamento e a resposta às necessidades da população”.

A visita estatutária do executivo açoriano à mais pequena ilha do arquipélago, que contabilizava 434 residentes em 2025, segundo dados de junho do Serviço Regional de Estatística, vai decorrer entre terça e quarta-feira.

O Conselho de Ilha é um órgão consultivo do Governo Regional dos Açores composto pelos presidentes das câmaras e assembleias municipais da ilha, por quatro membros eleitos de cada assembleia municipal, por três presidentes de junta de freguesia, um representante do Governo Regional (sem direito a voto) e vários membros das organizações sociais, ambientais, culturais e empresariais da ilha.

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