Açoriano Oriental
Conselho de Ilha da Graciosa quer recuperar ligação aérea perdida no verão

O presidente do Conselho de Ilha da Graciosa reivindicou a recuperação no verão de uma ligação aérea com aquela ilha do grupo central do arquipélago dos Açores, por forma a manter as 14 ligações semanais que existiam.

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Foto: SIARAM
Autor: Lusa/AO Online

“Nos transportes aéreos houve uma alteração do que tem sido o verão com a Graciosa: passou-se a ter dois voos diretos com Ponta Delgada, mas foi subtraído um outro. Haviam 14 toques por semana e passou-se a ter 13, sendo que à quarta-feira apenas existe um voo. A nossa revindicação é, pelo menos, continuar a ter-se os 14 toques”, defendeu Vítor Fonseca, em declarações à agência Lusa.

O Conselho de Ilha, existente nas nove ilhas dos Açores, é um órgão de natureza consultiva.

O tema dos transportes consta do memorando enviado ao Governo Regional dos Açores, que visita oficialmente a Graciosa entre quarta a sexta-feira, no âmbito da imposição estatutária do executivo deslocar-se, pelo menos uma vez por ano, às ilhas sem secretarias regionais.

O também empresário revindica que no capítulo dos transportes marítimos haja “mais regularidade”, na sequência da alteração dos horários na ligação com a ilha vizinha Terceira e de carga contentorizada, o que implica “transtornos enormes à ilha”, além dos que foram impostos pela passagem do furacão Lorenzo.

Apesar de manifestar solidariedade para com a ilha das Flores, o presidente do Conselho de Ilha recorda que um dos navios da Transportes Marítimos Graciosense (TMG), que abastece a Graciosa, “foi deslocado para aquela ilha durante algum tempo, o que trouxe transtornos, apesar de ter sido uma situação pontual”.

Vítor Fonseca refere que no setor da construção civil, no memorando o executivo açoriano é alertado para a falta de areia, há cerca de três meses, na ilha, o que “está a colocar em causa os projetos em curso”, uma vez que a Graciosa não consegue extrair este material para consumo local, estando dependente da areia do mar.

De acordo com o presidente do Conselho de Ilha, a alternativa tem sido recorrer à importação de algumas massas pré-fabricadas, o que “não é viável a longo prazo”, sendo necessário analisar “porque falhou o abastecimento regular e procurar uma solução satisfatória”, em colaboração com o Governo Regional.

Neste momento, o abastecimento de areia à Graciosa é feito através de dragas que operam nas ilhas Terceira e Faial, apesar de haver dragas mais pequenas que desenvolvem atividade na costa da ilha, em zonas devidamente licenciadas.

No setor da saúde, o Conselho de Ilha reivindica a deslocação de mais médicos especialistas à Graciosa, que não possui hospital, mas sim centro de saúde, sendo que todas as consultas da especialidade obrigam a deslocações ao exterior ou à ida de profissionais de saúde àquela parcela.

“Claro que a segunda opção é sempre mais confortável, mas reconhecemos que a escassez de especialistas, de forma particular em algumas especialidades, faz que com não seja muito regular a sua vinda à Graciosa”, afirma.

Vítor Fonseca considera que, apesar do anúncio do Governo Regional de aumento do número de médicos especialistas na ilha, “ainda não se conseguiu atingir o suficiente”.

A ilha Graciosa, classificada pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera, localizada no grupo central do arquipélago dos Açores, é das mais pequenas parcelas dos Açores, a par de Santa Maria e Corvo, tendo cerca de 4.300 habitantes, sendo das mais afetadas pelo abandono de população.

A ilha tem um concelho, Santa Cruz da Graciosa, constituído por quatro freguesias: Vila de Santa Cruz, Vila da Praia, Guadalupe e Luz.


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