Desde quinta-feira

Condenados pelos atentados de 11 de Março em greve da fome


 

Lusa / AO online   Internacional   2 de Nov de 2007, 15:44

Dez dos 21 condenados pelos atentados de 11 de Março de 2004 iniciaram quinta-feira uma greve da fome, considerando as suas penas desproporcionadas, confirmou esta sexta-feira a administração penitenciária espanhola.
Entre eles figuram os dois islamitas que foram condenados às penas mais pesadas: o marroquino Jamal Zugam, condenado a 42.922 anos de prisão, e o seu compatriota Otman el Gnaui, condenado a 42.024 anos de prisão, adiantou a administração penitenciária. Na prática, as penas são limitadas a 40 anos.
No veredicto divulgado quarta-feira, Jamal Zugam foi considerado culpado de colocação de bombas e El Gnaui foi condenado por ter participado no fornecimento de explosivos, tornando-se assim um “colaborador necessário” nos atentados.
Dos 28 acusados, 21 foram condenados e sete absolvidos, entre os quais o egípcio Rabei Usmane Sayed Ahmed “Mohamed, o Egípcio”, que era apresentado pela acusação como um dos três organizadores dos atentados.
Em 11 de Março de 2004, dez bombas explodiram em quatro comboios cheios de trabalhadores e estudantes, que se dirigiam para a estação madrilena de Atocha.
Os atentados, reivindicados em nome da Al-Qaida, fizeram 191 mortos e 1.841 feridos.
Entretanto, as famílias dos 191 mortos receberão, cada, uma indemnização de 900.000 euros, de acordo com um esclarecimento prestado hoje pela Audiência Nacional (supremo tribunal espanhol) sobre o veredicto de quarta-feira.
Será igualmente atribuída uma indemnização de 900.000 euros à família do polícia morto quando participava no assalto ao apartamento em que acabaram por se suicidar sete presumíveis autores dos atentados, em 03 de Abril de 2004.
O governo espanhol aprovou, entretanto, a criação de um novo Centro Nacional de Protecção de Infraestruturas Críticas, encarregado de controlar, 24 horas por dia, a segurança de mais de 3.500 instalações sensíveis, como vias de transportes, centrais eléctricas e redes de abastecimento de água e alimentos.
O ministro do Interior, Alfredo Perez Rubalcaba, explicou hoje em conferência de imprensa que o novo Centro vigiará a segurança destas estruturas, não só face à ameaça de atentados terroristas, mas também perante a possibilidade catástrofes naturais.

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