Comunistas chineses em crise


 

Lusa/AOonline   Internacional   21 de Out de 2007, 11:36

Três dos mais importantes políticos chineses ficaram de fora do Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC), incluindo o vice-presidente Zeng Qinghong, informa a agência noticiosa oficial chinesa, no que indica um reforço do poder do Presidente Hu Jintao.


    Segundo a Nova China, os mais de 2.200 delegados ao Congresso Nacional do PCC, que hoje encerrou em Pequim, deixaram de fora das listas para o Comité Central, Zeng, Wu Guanzheng, e Luo Gan, que eram até agora membros do Comité Permanente do Politburo do PCC, o grupo de nove pessoas mais poderosas da China.

    O Comité Permanente é o topo da hierarquia de poder no PCC, que governa a China desde 1949 em regime de partido único.

    Zeng, com 68 anos, Wu, com 69 e Luo, com 72 anos, estão todos na idade com que os membros do PCC se costumam reformar de cargos políticos e da política activa, mas tal era o poder de Zeng que a sua saída era considerada um teste à liderança de Hu Jintao, presidente chinês e secretário-geral dos comunistas.

    Zeng, com uma grande base de apoio no aparelho do PCC, subiu no partido como aliado de Jiang Zemin, o antecessor de Hu Jintao, ajudando-o a eliminar rivais - existentes e potenciais - graças à capacidade de manobrar politicamente o partido.

    Zeng ajudou Hu a fazer o mesmo, mas os observadores sempre encararam a sua presença no Comité Permanente como uma pressão constante da facção comunista afecta a Jiang Zemin sobre Hu, limitando a latitude política do actual Presidente chinês.

    A saída do vice-presidente foi, segundo analistas, alvo dos maiores debates entre a elite do PCC, que decide à porta fechada os novos membros do Comité Permanente e terá sido uma decisão de última hora, uma vez que Zeng foi escolhido para secretário-geral do Congresso Nacional do PCC, uma posição que, até agora, sempre levou à nomeação para o Comité Permanente.

    Sem Zeng, Wu Guanzheng, e Luo Gan, Hu Jintao tem agora a oportunidade de nomear aliados para o topo do partido, incluindo um possível sucessor, ganhando maior poder para decidir e aplicar as suas políticas para o país.

   

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