Colesterol e vida sedentária continuam a determinar número elevado de AVC´s


 

LUsa/Ao On line   Nacional   29 de Out de 2009, 05:24

 No Dia Mundial do AVC, que se assinala hoje, o presidente da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) salientou que esta doença é uma "catástrofe prevenível", sendo preciso "combater os factores de risco", como colesterol elevado e vida sedentária.

Castro Lopes disse, a propósito, à agência Lusa que numa sociedade moderna esta doença deixou de ser "dos velhos", pois atinge cada vez mais os novos.

Sendo apontada como a primeira causa de morte e de incapacidade em Portugal, a doença tem vindo também a atingir pessoas mais novas, devido a maus hábitos alimentares (como excesso de gordura na comida) ou ao caso das mulheres que fumam e tomam a pílula ao mesmo tempo, o que favorece a arteriosclerose, levando ao endurecimento e ao entupimento das artérias que levam o sangue ao cérebro.

Castro Lopes sublinhou, contudo, que a doença continua a estar "relacionada directamente" com o envelhecimento da população e que há que ter "todos os cuidados em se envelhecer saudavelmente", combatendo os "factores de risco", ou seja, tudo aquilo que pode levar ao entupimento das artérias.

Tensão arterial elevada, colesterol elevado, tabaco, vida sedentária e diabates são dos factores de risco mais conhecidos, pelo que combatê-los é contribuir para que "as possibilidades de ter um AVC sejam menores".

O presidente da SPAVC admitiu, também, que pode existir uma "predisposição familiar" para certas pessoas terem um AVC.

Sendo Portugal um dos países europeus com maior percentagem de mortalidade por AVC, Castro Lopes entende ser importante indicar à população três sinais que ajudam ao diagnóstico da doença: menor força num braço, ligeiro desvio da parte interior da face (a chamada boca ao lado) e querer dizer o nome de coisas e pessoas e não conseguir.

Se alguém tiver estes sintomas deve-se chamar o 112 e transportar a pessoa para uma das unidades especializadas no tratamento da doença, sendo fundamental a sua entrada nestes cuidados de saúde nas primeiras duas horas após o ataque


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