Cinco anos vitoriosos e de alguma controvérsia de Scolari

Cinco anos vitoriosos e de alguma controvérsia de Scolari

 

Sérgio d'Almeida Soares - Lusa / AO online   Futebol   27 de Nov de 2007, 15:54

Vitórias, eficiência e união do país em torno da selecção portuguesa de futebol assinalam os cinco anos de alguma controvérsia do brasileiro Luiz Felipe Scolari na liderança da equipa das "quinas".
Campeão do Mundo pelo Brasil em 2002, na Coreia e Japão, "Felipão" escreveu provavelmente as páginas mais douradas do futebol português, com a inédita presença numa final (Euro2004) e o quarto lugar no Mundial Alemanha2006, manchando, contudo, a carreira com a agressão ao sérvio Dragutinovic, no final do encontro de qualificação para o Euro2008 realizado em Alvalade.

Com apenas 10 derrotas (18 empates) em 67 jogos, Luiz Felipe Scolari, 59 anos, fez ainda Portugal unir-se em torno da selecção e acreditar no título europeu - negado pela Grécia na final da Luz (1-0) - e na conquista do campeonato do Mundo - a queda com a França nas meias-finais deixou o ar carregado de desilusão.

Exigente e controverso, Scolari, anunciado como seleccionador luso a 28 de Novembro de 2002, estreou-se com uma derrota em Génova, num particular com Itália (1-0), a 12 de Fevereiro de 2003, conseguindo depois, na estreia em Portugal (29 de Março), em pleno estádio das Antas e no primeiro jogo do luso-brasileiro Deco com a camisola das "quinas", derrotar o seu Brasil por 2-1.

Com o recorde de jogos por Portugal (67 contra os 44 de António Oliveira), golos marcados (133/102) e também de vitórias (39/26), Luiz Felipe Scolari tem, no entanto, alguns casos pouco reluzentes na sua estadia em Portugal.

Apesar de ter uma relação de grande proximidade e cumplicidade com os atletas - Luís Figo, Cristiano Ronaldo e o guarda-redes Ricardo estão no topo -, Scolari criou um foco de tensão em Portugal e sobretudo entre os adeptos portistas, quando decidiu afastar Vítor Baía das convocatórias, sem nunca explicar os motivos.

A chamada do luso-brasileiro Deco - não tanto a de Pepe, que se estreou a 21 de Novembro de 2006, com a Finlândia, no Dragão - também mereceu críticas avultadas, mas o "Sargentão" manteve-se firme, aliás, como sempre, e ofereceu triunfos e qualificações às apreciações mais negativas.

Com duas qualificações na manga (Mundial2006 e Euro2008), Luiz Felipe Scolari, neste desígnio igual a António Oliveira (Euro96 e Mundial2002), termina contrato no final de Julho, após o torneio da Áustria e Suíça, não estando de lado a possibilidade de fazer ainda o apuramento para a Mundial de 2010, na África do Sul, ou mesmo a fase final.

No sorteio de domingo para o primeiro Mundial em África, Scolari revelou desconhecer o seu futuro profissional, não fechando as portas a nova renovação de contrato com a Federação Portuguesa de Futebol, embora recentemente, no Brasil, tenha afirmado que a sua inclusão numa comissão de estudos sobre futebolistas "canarinhos" era uma possibilidade.

Luiz Felipe Scolari, vencedor, estreou 30 atletas durante estes cinco anos, com destaque para Cristiano Ronaldo, os luso-brasileiros Deco e Pepe, além de Ricardo Quaresma, Miguel Veloso ou João Moutinho, exemplos do desenvolvimento da formação lusa de futebolistas.

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