Cimeira com África dará passo no combate às alterações climáticas


 

Lusa / AO online   Internacional   7 de Nov de 2007, 15:18

O primeiro-ministro, José Sócrates, considerou que a cimeira entre a União Europeia e África, em Dezembro, dará um passo "importante" no combate às alterações climáticas com a adopção de uma estratégia conjunta e de um plano de acção.
A posição do chefe do Governo português foi assumida na sessão de abertura da 2ª Edição das Jornadas Europeias do Desenvolvimento", no Parque das Nações, na Feira Internacional de Lisboa (FIL).

Além de José Sócrates, discursaram na sessão de abertura o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, o chefe de Estado das Maldivas, Abdul Gayoom, e o comissário europeu para a ajuda humanitária e o desenvolvimento, Louis Michel.

Na sua intervenção, Sócrates salientou que a presidência portuguesa da UE está "empenhada em encontrar soluções pragmáticas no domínio da adaptação às alterações climáticas, em particular na região do mundo onde as suas consequências são mais imediatas e mais devastadoras para as populações: o continente africano".

Segundo Sócrates, apesar de África ser o continente que no seu todo menos contribui para as alterações climáticas, "é por ironia o mais vulnerável, nomeadamente em questões de segurança humana".

"No continente africano, em que as economias assentam em grande medida na agricultura, as alterações climáticas têm vindo a provocar profundas mudanças nos sistemas agrícolas, engendrando rupturas graves de segurança alimentar e, em consequência, dramáticas deslocações das populações em busca de melhores condições de vida", apontou.

Perante estes factos, José Sócrates concluiu que "combater as alterações climáticas é também combater a pobreza e o sub-desenvolvimento".

Para um combate eficaz às alterações climáticas, o primeiro-ministro defendeu depois a necessidade de "incentivar e contar com o contributo dos países em desenvolvimento com taxas de crescimento muito elevadas, tais como a China, a Índia e o Brasil".

"O próximo grande desafio colocar-se-á em Bali, em Dezembro próximo. O desafio é muito claro: construir o regime climático pós-2012 com uma visão comum e compromisso partilhados", sustentou.

Neste ponto, Sócrates salientou que para o sucesso da conferência de Bali "será necessário o empenho de todos na negociação, quer da convenção quer do Protocolo de Quioto".

"O processo é difícil, mas há motivos para acreditar que é possível melhorar a nossa acção", disse, numa nota de optimismo.
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