Economia

China intensifica relações com África


 

Lusa/AOonline   Economia   15 de Out de 2008, 12:20

Líderes sindicais, técnicos de informação e professores de dezenas de países africanos participaram na última semana em três reuniões organizadas pelo governo chinês, ilustrando o crescente relacionamento entre a China e África.
"A nossa cooperação ajudará a salvaguardar os interesses comuns dos países em vias de desenvolvimento entre a opinião pública internacional", disse o director do departamento de propaganda do Comité Central do Partido Comunista Chinês, Liu Yunshan, num seminário sobre informação organizado especificamente para os países africanos.

    É o quinto seminário do género desde 2005 e decorre até 22 de Outubro com a participação de funcionários de 17 países africanos.

    Na semana passada, num outro seminário, na área da educação, responsáveis de onze países africanos debateram as possibilidades de desenvolvimento do Instituto Confúcio em Africa.

    Trata-se da versão chinesa do British Council e da Alliance Française e em menos de três anos já abriu uma dezena de centros em África.

    Esta semana, também em Pequim, sindicalistas de onze países africanos participaram num seminário de dois dias organizado pela Federação dos Sindicatos Chineses.

    O governo chinês lançou no início do século XXI um Fórum de Cooperação China-África que já levou a Pequim quase todos os chefes de Estado e de governo do continente africano.

    Este ano, pela primeira vez, o valor do comércio entre China e África deverá ultrapassar os 100 mil milhões de dólares.

    No primeiro semestre de 2008, as importações chinesas de África aumentaram 92 por cento, somando cerca de 30 mil milhões de dólares, e as exportações, no valor de 23 mil milhões de dólares, subiram 40 por cento.

    A influência chinesa em África tem aumentado também no plano diplomático: apenas quatro países (Burkina Faso, Gâmbia, Suazilândia e S. Tomé e Príncipe) mantêm relações oficiais com Taiwan, a ilha onde se refugiou o governo nacionalista após a tomada do poder pelo partido comunista, em 1949, e que Pequim considera uma província da China.

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