CGTP e UGT anunciam hoje segunda greve geral conjunta para 24 de novembro

CGTP e UGT anunciam hoje segunda greve geral conjunta para 24 de novembro

 

Lusa/AO Online   Nacional   19 de Out de 2011, 07:20

CGTP e UGT vão hoje anunciar uma greve geral para dia 24 de novembro contra as medidas de austeridade, que será a segunda conjunta e a sétima realizada em Portugal nos últimos 29 anos.

As duas centrais sindicais juntaram-se, tal como há um ano atrás, para protestar contra as novas medidas de austeridade e consideraram que a melhor resposta a dar em conjunto seria a concretização de uma greve geral.

A CGTP e a UGT convocaram pela primeira vez uma greve geral em conjunto em outubro de 2010, que se concretizou a 24 de novembro do ano passado, também contra as medidas de austeridade aplicadas pelo Governo socialista.

No entanto, a data do protesto do ano passado foi decidida pela Intersindical, que a anunciou a 1 de outubro, no dia do seu 40ºaniversário, acabando a UGT por aderir.

Desta vez a aproximação das centrais sindicais aconteceu depois de o primeiro-ministro ter anunciado na quinta-feira à noite um novo pacote de austeridade no âmbito do combate ao défice público.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou, nomeadamente, a eliminação do subsídio de férias e de Natal para os trabalhadores do setor público e reformados que recebem mais de mil euros por mês, enquanto durar o programa de ajustamento financeiro, até ao final de 2013.

O chefe do Governo anunciou também que o executivo vai reduzir o número de feriados e permitir que as empresas privadas aumentem o horário de trabalho em meia hora por dia, sem remuneração adicional.

Ao longo dos últimos 29 anos a CGTP fez seis greves gerais e a UGT duas.

A primeira greve, a 12 de fevereiro de 1982, foi contra o pacote laboral que o governo AD tentou impor, retirando direitos aos trabalhadores.

Por isso, a CGTP pediu a demissão daquele Executivo. Na altura, a paralisação contou com a participação de 1,5 milhões de trabalhadores.

No mesmo ano, a 11 de maio, realizou-se outra greve geral pelo mesmo motivo, mas acrescentando o protesto contra a repressão policial que causou dezenas de feridos e 2 mortos no Porto, na véspera do 1.º de Maio.

O pacote laboral do Governo de Cavaco Silva deu o mote para a terceira greve geral em democracia, a 28 de março de 1988, que contou com a adesão da UGT.

Para tentar impedir a aprovação do Código do Trabalho de Bagão Félix a CGTP promoveu nova greve geral a 10 de dezembro de 2002, que contou com a participação de 1,7 milhões de trabalhadores.

A quinta greve, a 30 de maio de 2007, foi de protesto contra a revisão do Código do trabalho feita pelo Governo PS, que a Inter considera ter agravado ainda mais a legislação laboral.

A primeira greve geral nacional realizou-se em Portugal em janeiro de 1912 em defesa de melhores salários.


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