CGD, BES e PT são os maiores accionistas da PT Multimédia

CGD, BES e PT são os maiores accionistas da PT Multimédia

 

Lusa / AO online   Economia   6 de Nov de 2007, 16:36

A CGD e o BES serão, a partir de quarta-feira, os maiores accionistas da PT Multimédia, mas a PT continuará a ter uma presença relevante no capital da sua futura maior rival, uma situação que é temporária, mas suscita críticas.
Com a concretização do spin-off da PT Multimédia, na quarta-feira, a CGD passará a ter uma participação de 15 por cento na empresa, logo seguida pelo BES, que terá 12,2 por cento do capital do novo operador de telecomunicações.

A PT destaca-se como a terceira maior accionista da dona da TV Cabo, pois irá manter uma participação de 7 por cento no capital da empresa (por via do mecanismo de retenção na fonte do imposto sobre a distribuição das acções) que agora é presidida por Rodrigo Costa.

Ainda que o presidente da PT garanta que tenciona vender esta participação num prazo de seis meses, e que o presidente da PT Multimédia assegure não esperar qualquer interferência do operador histórico na gestão da empresa, a situação já motivou algumas críticas de responsáveis do sector, nomeadamente a associação dos operadores de telecomunicações, APRITEL.

Também não é pacífica a questão da simetria entre accionistas de controlo da PT e PTM, onde se destacam os já mencionados CGD e BES, assim como a Telefónica, Brandes Investments Partners e a Ongoing Strategy Investments, entre outros.

Além da APRITEL, esta coincidência de accionistas nas duas empresas tem merecido interrogações por parte das entidades reguladoras Anacom e Concorrência, que consideram não estarem reunidas as condições para que a separação da PT e PTM seja efectiva e garanta benefícios para os consumidores.

A seguir à CGD, BES e PT, a lista de maiores accionistas da PTM (assumindo uma taxa média de retenção na fonte de 13 por cento) completa-se com a Telefónica (5,4 por cento), BPI (5,2 por cento), Cinveste (5 por cento), Brandes (4,8 por cento), Joaquim Oliveira (4,8 por cento), Ongoin Strategy (3,4 por cento), Morgan Stanley (2,5 por cento) e Cofina (2,2 por cento).

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