César apela ao PSD para honrar tradições autonomistas

César apela ao PSD para honrar tradições autonomistas

 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Dez de 2008, 18:42

O líder do PS/Açores, Carlos César, apelou hoje ao PSD para honrar a sua "tradição autonomista", afirmando que seria uma "traição" aos açorianos se o partido votasse contra o Estatuto dos Açores na Assembleia da República.
  "Apelo ao PSD para honrar a sua tradição autonomista, a luta dos seus fundadores e os seus compromissos perante os açorianos", afirmou aos jornalistas Carlos César, após a reunião da Comissão Permanente do PS/Açores em Ponta Delgada.

    A Comissão Política Nacional do PSD reúne hoje à noite, em Lisboa, para definir, entre outras coisas, o sentido de voto dos deputados social democratas quanto ao Estatuto Político Administrativo da Região Autónoma dos Açores, que é votado sexta-feira na Assembleia da República.

    A única candidata à liderança do PSD/Açores, Berta Cabral, assegurou hoje que os deputados açorianos na Assembleia da República, Mota Amaral e Joaquim Ponte, vão votar a favor do Estatuto dos Açores, independentemente da posição que o partido tomar a nível nacional.

    "A nossa posição é clara. Os deputados do PSD/Açores votam a favor do Estatuto. Nós privilegiamos os Açores quando temos de escolher entre qualquer coisa e os Açores", afirmou Berta Cabral, que vai ser hoje eleita líder do PSD/Açores, nas segundas directas da história do partido nas ilhas.

    Para o dirigente socialista no arquipélago se o PSD decidir votar contra o Estatuto Político Administrativo da Região Autónoma dos Açores seria uma "grande traição aos açorianos e seguramente uma vergonha para os fundadores do PSD/Açores".

    Segundo recordou Carlos César, os social democratas votaram a favor do estatuto antes das eleições regionais e caso agora votem contra seria uma "verdadeira indignidade".

    Em Outubro, o Presidente da República vetou o diploma, cerca de três meses depois de o ter devolvido uma primeira vez ao Parlamento, após o Tribunal Constitucional ter declarado a inconstitucionalidade de oito normas da lei.

    Na mensagem que enviou a 27 de Outubro ao Parlamento, Cavaco Silva reiterou as suas "objecções de fundo" ao diploma, argumentando que duas das suas normas - as do artigo 114º (sobre os direitos de audição em caso de dissolução da Assembleia Legislativa) e do artigo 140º, nº2 (relativo os poderes da Assembleia Legislativa em caso de revisão do Estatuto) - colocam "em sério risco os equilíbrios político-institucionais".

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.