Cerca de 200 casas destruídas nos piores incêndios da década na Austrália

Cerca de 200 casas destruídas nos piores incêndios da década na Austrália

 

Lusa / AO online   Internacional   19 de Out de 2013, 12:18

Cerca de 200 casas foram destruídas pelo fogo no estado da Nova Gales do Sul, na Austrália, onde os bombeiros alargaram o nível de alerta devido aos incêndios florestais, já considerados os piores em uma década.

 

As autoridades confirmaram que as chamas destruíram 192 casas em Springwood e Winmalee, nas Montanhas Azuis, a oeste de Sydney, e danificaram outras 109.

O Serviço de Incêndios Rurais alertou que os danos podem aumentar nas próximas horas, já que existem várias dezenas de casas ameaçadas em Lithgow e Springwood, onde hoje de manhã foi declarado o nível máximo de alerta.

Em Springwood, os 24 pacientes e 17 trabalhadores do hospital local foram levados para outra unidade de saúde por precaução.

As autoridades recomendaram aos habitantes do este de Mountain Lagoon que se retirassem da zona e apelaram aos residentes em Dargan e Bell que se refugiassem em casa por ser demasiado tarde para fugir, numa altura em que há muitas estradas cortadas pelo fogo.

"Estes incêndios não estão em absoluto sob controlo (...) Há uma frente de quilómetros e quilómetros", alertou o vice-comissário do Serviço de Incêndios Rurais, Rob Rogers.

Mais de 80 focos de incêndio continuam ativos, 19 dos quais fora de controlo, afetando um perímetro de quase 400 quilómetros neste Estado, onde na quinta-feira morreu um homem de 63 anos quando combatia o fogo perto de sua casa em Lake Munmorah, 124 quilómetros a norte de Sydney.

Rogers alertou que a situação pode agravar-se nas próximas horas, perante um aumento das temperaturas e de condições meteorológicas que não deverão melhorar até terça-feira, quando se preveem algumas chuvas na zona afetada.

Entretanto, o departamento de Defesa está a investigar se algum destes incêndios foi provocado pelo uso de explosivos em exercícios militares em Marrangaroo na quarta-feira.

Um porta-voz do Serviço de Incêndios Ruraiss disse aos media locais que no dia em que se realizaram esses exercícios não estava em vigor qualquer proibição de fazer fogo.

A crise atual é comparável ao denominado "Natal Negro", que começou a 25 de dezembro de 2001 e durou umas três semanas, tendo o fogo arrasado 3.000 quilómetros quadrados de terrenos e 121 casas na Nova Gales do Sul.


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