Centro ambiental para o Priolo em São Miguel


 

Lusa/AOonline   Regional   22 de Set de 2007, 11:46

A ilha de São Miguel, nos Açores, vai dispor em Outubro de um centro ambiental dedicado ao priolo, uma ave em vias de extinção que habita exclusivamente na Serra da Tronqueira e Pico da Vara.
O Centro Ambiental do Priolo, orçado em 120 mil euros, surge na sequência do LIFE Priolo, um projecto iniciado em 2003 que visa a conservação desta espécie e da floresta Laurissilva de São Miguel.

De acordo com o último censo realizado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), existem cerca de 400 priolos, que vivem circunscritos a uma área de seis mil hectares de floresta, na zona Oriental de São Miguel, já classificada como protecção especial.

 Com um peso médio de 30 gramas e cerca de 16 centímetros de comprimento, o priolo foi considerado durante muitos anos como uma praga dos laranjais e a crescente destruição do seu habitat natural - a floresta de Laurissilva - conduziu-o à classificação de espécie ameaçada.

Em todo o Mundo, esta pequena ave apenas pode ser vista numa pequena área da ilha de São Miguel.

O coordenador do projecto LIFE Priolo, Joaquim Teodósio, adiantou à agência Lusa que o centro ambiental constitui uma "infra-estrutura muito importante", pois vai permitir "dar continuidade ao trabalho desenvolvido" até ao momento.

 "No Nordeste não existia valência nenhuma desse género", afirmou Joaquim Teodósio, ao acrescentar que, em São Miguel, existem apenas Ecotecas nos concelhos de Ponta Delgada e Ribeira Grande.

Segundo explicou, o centro vai receber turistas, alunos, investigadores e público em geral interessado em descobrir mais sobre os valores ambientais do arquipélago e especificamente sobre o priolo.

Sensibilizar a população local e os visitantes para a situação desta ave e do seu habitat, oferecer um programa apelativo com actividades ao nível da educação ambiental, lazer, voluntariado e novas oportunidades turísticas são os principais objectivos da nova valência.

Além de uma sala de exposições, com painéis informativos interactivos, o centro ambiental vai dispor de um pequeno auditório, balcão de recepção e sanitários, disse.

Joaquim Teodósio referiu ainda que está previsto, no futuro, criar um bar e uma loja, reforçando a oferta desta estrutura, que funcionará entre as 10 e as 18 horas com apoio de dois técnicos.

"Gostaríamos de ter aberto já este Verão, mas os atrasos nas obras impossibilitaram" que tal acontecesse, salientou o responsável, que adiantou que o centro resulta da adaptação de antigas casas de guardas florestais e uma estufa existentes no Parque Florestal da Cancela do Cinzeiro, no Nordeste.

O centro resultou da colaboração da direcção regional dos Recursos Florestais e da secretaria regional do Ambiente e do Mar, além da SPEA.

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