Eleições

CDU quer Estado e UE a financiar passagens aéreas mais baratas

CDU quer Estado e UE a financiar passagens aéreas mais baratas

 

LUSA/AOnline   Regional   10 de Out de 2012, 22:10

O líder do PCP/Açores e candidato a deputado nas eleições regionais de domingo, Aníbal Pires, exigiu hoje que o Estado e a União Europeia (UE) financie passagens aéreas mais baratas para os açorianos.

Numa declaração aos jornalistas no aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada,
num âmbito de uma ação de campanha eleitoral para as eleições regionais, o
dirigente comunista lembrou que um açoriano paga 300 euros para chegar à capital
do país, valor muito superior ao que paga “um minhoto, um algarvio ou um
transmontano”.

“Nós temos o mesmo direito à mobilidade e ao não isolamento que qualquer
cidadão português”, frisou Aníbal Pires, acrescentando que este “não é um
problema exclusivamente da região, é um problema nacional e diria mesmo, um
problema europeu”.

Para o líder dos comunistas açorianos, a redução do custo das tarifas aéreas
entre os Açores e o Continente deve ser assegurada através do “aprofundamento da
condição de ultraperiferia”.

No seu entender, o Estado, em conjunto com os Açores, deve encontrar junto da
UE “soluções para a redução das tarifas aéreas”, porque o custo das passagens
“continua a ser um constrangimento ao desenvolvimento da economia regional”,
além de ser “profundamente injusto” para os açorianos.

Questionado pelos jornalistas sobre que valor consideraria justo para o custo
de uma passagem aérea entre os Açores e o Continente, Aníbal Pires recusou-se a
dizê-lo, por entender que isso “é tratar a questão de forma pouco séria”.

“Temos de ter passagens de baixo custo”” insistiu o líder do PCP/Açores, para
quem a companhia aérea açoriana SATA, devia comportar-se como uma empresa
“low-cost”, já que presta uma serviço público aos açorianos.

“Nós temos de garantir um serviço público para os residentes que se deslocam
ao Continente por necessidade, para ir ao médico e para ir trabalhar, e não
apenas para passar férias”, recordou Aníbal Pires.

No seu entender, esta regra aplica-se também às ligações aéreas entre as
ilhas, que deviam ter igualmente um “baixo custo”, de modo a dinamizar o
comércio interno e diminuir os custos de produção para algumas atividades
económicas.

O dirigente comunista manifestou também o seu desagrado em relação à possível
privatização da ANA – Aeroportos e Navegação Aérea, por entender que isso vai
“trazer ainda mais problemas” aos aeroportos açorianos geridos por aquela
empresa.


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