Açoriano Oriental
CDU diz que estatísticas não traduzem dimensão das carências

O líder da CDU/Açores considerou hoje que as estatísticas “não traduzem na sua globalidade” as carências que existem na região, reagindo às declarações do presidente do PS, Carlos César, sobre os índices de pobreza no arquipélago.

CDU diz que estatísticas não traduzem dimensão das carências

Autor: Lusa/AO Online

Marco Varela, coordenador regional do PCP e primeiro candidato pelo círculo regional de compensação nas listas da CDU/Açores às eleições legislativas regionais de 25 de outubro, considerou que, “infelizmente, as estatísticas não traduzem na sua globalidade tudo o que é carência na região, desemprego e emprego sem direitos”.

O dirigente comunista falava em Ponta Delgada, na apresentação dos candidatos pelo círculo eleitoral de São Miguel e reagia, assim, a Carlos César, que, no sábado, numa iniciativa promovida pela Juventude Socialista (JS) dos Açores, afirmou haver "muita economia informal" na região, "muita economia não declarada", de "rendimentos não detetados".

"O combate à pobreza é um combate essencial", prosseguiu, mas "os Açores são menos pobres do que se diz".

E justificou: "As famílias têm mais rendimento do que a estatística aparenta".

Marco Varela aproveitou para recordar que uma proposta comunista que foi aprovada, por unanimidade, na Assembleia da República, relativa à majoração do subsídio de desemprego aos ex-160 trabalhadores da Cofaco, da fábrica da ilha do Pico, “ainda não foi aplicada”, sendo a sua aplicabilidade da “responsabilidade do Governo do PS”.

O dirigente partidário considerou que um bom resultado nas próximas eleições regionais é melhorar o resultado eleitoral e conseguir mais deputados no parlamento regional.

O líder da CDU/Açores considerou que a lista apresenta por São Miguel, liderada pelo professor e sindicalista Rui Teixeira, “prova que a coligação se renova, mantendo-se fiel aos seus princípios e ideias”.

O coordenador regional do PCP declarou que a coligação apresenta no seu projeto eleitoral um conjunto de “propostas inovadoras na área da economia, social, cultural, desportiva, no ambiente, nos transportes e saúde”, entre outras.

Além de Rui Teixeira por São Miguel, a CDU/Açores apresentou já os cabeças de lista Paula Decq Mota, filha do líder histórico do partido na região, José Decq Mota, pelo Faial, Pedro Pessanha, por São Jorge, e Daniel Jacob, pelo Pico.

Os açorianos vão ser chamados às urnas em 25 de outubro para elegerem a nova composição da Assembleia Legislativa Regional, num arquipélago em que o PS governa há 24 anos.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos, na procura de um terceiro e último mandato como chefe do executivo.

Antes dos socialistas, os sociais-democratas governaram por 20 anos a região.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu as eleições com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6% dos votos, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

No mais recente ato eleitoral, para as legislativas nacionais de 2019, estavam recenseados e aptos a votar nos Açores 228.975 eleitores.


 
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