Açoriano Oriental
Açores/Eleições
CDU disponível para dialogar com todos após o ato eleitoral

O líder do PCP/Açores, Marco Varela, disse que a CDU está disponível para dialogar com “todas as foças políticas” na sequência do quadro eleitoral que venha a resultar das eleições regionais de 25 de outubro.

CDU disponível para dialogar com todos após o ato eleitoral

Autor: Lusa/AO Online

“Estamos abertos a ouvir todos os partidos, mas isso não quer dizer que isso tenha algum resultado concreto, futuramente. Não quero antecipar cenários, porque a meta é concretizar os nossos objetivos", declarou o dirigente.

As metas da CDU - coligação formada pelo PCP e pelo Partido Ecologista Os Verdes - são obter mais votos, formar um grupo parlamentar e retirar a maioria absoluta ao PS.

Marco Varela falava aos jornalistas, em conferência de imprensa, em Ponta Delgada, na sede do PCP/Açores, para apresentação dos candidatos pelos 10 círculos eleitorais: nove de ilha e um de compensação.

O dirigente - que é o cabeça de lista pela CDU pelo círculo eleitoral mais pequeno dos Açores, a ilha do Corvo – considerou que “o que a História diz é que houve um desenvolvimento maior na região quando não houve maiorias absolutas”.

De acordo com os comunistas, a “alternância entre PS e PSD não resolve os problemas de fundo que existem na região” e, “quando não há maiorias absolutas, há necessidade de todos conservarem e de encontrar consensos na defesa dos trabalhadores”.

Marco Varela referiu que no capítulo da abstenção – os Açores costumam ter taxas elevadas, no contexto do país - “todos os partidos têm de fazer o seu papel”, considerando que este combate “passa naturalmente pelo envolvimento das pessoas nas decisões e resolução dos seus problemas”.

Para o líder do PCP/Açores, os partidos “têm de apresentar propostas concretas que não sejam meras promessas que depois, durante quatro anos, são guardadas na gaveta”.

A CDU apresenta-se a votos com os seguintes cabeças de lista: Marco Varela (Corvo), Luísa Corvelo (Flores) Paula Decq Mota (Faial), Daniel Jacobs (Pico), Pedro Pessanha (São Jorge), Joana Fonseca (Graciosa), António Fonseca (Terceira), Rui Teixeira (São Miguel), Dulce Correia, Santa Maria) e Marco Varela (círculo de compensação).

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e último mandato como chefe do executivo.

No mais recente ato eleitoral, para as legislativas nacionais de 2019, estavam recenseados e aptos a votar nos Açores 228.975 eleitores.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).


 
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