CDS-PP quer mais empenho do Estado na defesa dos interesses da Madeira e dos Açores

CDS-PP quer mais empenho do Estado na defesa dos interesses da Madeira e dos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   5 de Fev de 2019, 15:37

As estruturas do CDS-PP da Madeira e dos Açores informaram, no Funchal, que vão apresentar nas assembleias legislativas das regiões autónomas uma proposta solicitando ao Estado maior empenho na defesa da continuidade territorial e social.

"No quadro da União Europeia e no quadro nacional, afirmar a autonomia todos os dias é o nosso dever, porque se não a afirmarmos todos os dias ela passa a ser esquecida", disse o líder do CDS-PP/Açores, Artur Lima, em conferência de imprensa, na qual foram apresentadas as conclusões dos "Encontros da Autonomia".

A iniciativa juntou na Madeira delegações das estruturas insulares do partido e culminou com a decisão de avançar com uma proposta ao nível dos parlamentos regionais, no sentido de recomendar ao Estado mais empenho na defesa dos arquipélagos.

"Daremos entrada de uma proposta de resolução à Assembleia da República para que o Governo da República se empenhe em concretizar as conclusões da última reunião das regiões ultraperiféricas, no ano passado em Canárias, nomeadamente no que toca à consagração do princípio da ultraperifericidade, à defesa intransigente do fundo de coesão, assim como o apoio estrutural para as regiões autónomas", explicou o líder do CDS-PP/Madeira, Rui Barreto.

O dirigente madeirense sublinhou que a cooperação entre as duas regiões é "absolutamente essencial" para que no quadro do relacionamento com o Governo da República e com instituições europeias se possam "afinar estratégias conjuntas" na defesa dos interesses.

Por outro lado, Artur Lima lembrou que dimensão atlântica de Portugal "é dada" pelos arquipélagos dos Açores e da Madeira, sobretudo ao nível da Zona Económica Exclusiva e da plataforma continental.

"A riqueza de Portugal continental é grande porque tem os Açores e a Madeira", disse o líder centrista açoriano, defendendo que o Estado deve aprofundar as competências das duas regiões autónomas na gestão partilhada do mar.

"É fundamental que isso se faça no quatro nacional e também no quadro da União Europeia", vincou.


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