CDS-PP diz que documento cumpre condições, não é uma "opção ideológica"


 

Lusa/AO online   Economia   31 de Out de 2013, 16:29

O vice-presidente da bancada do CDS-PP João Almeida recusou esta quinta-feira que o Orçamento do Estado para 2014 seja uma "opção ideológica", defendendo que é um documento de "cumprimento de condições".

 

"Este não é um Orçamento de opção ideológica, é um Orçamento de cumprimento de condições", afirmou João Almeida.

Numa intervenção no Parlamento, na discussão na generalidade do Orçamento do Estado, João Almeida argumentou que "a estrutura da despesa não pode ser ignorada", nela pesando em 70% salários e pensões.

"Os salários e pensões não pesam 70% na despesa desde que este Governo começou a governar, já pesavam no passado e, por isso, é que já no passado o Partido Socialista os tinha cortado", afirmou.

João Almeida acusou o PS de não ter apresentado propostas alternativas credíveis às medidas do Orçamento.

"Uma manhã inteira e nem uma proposta. Há dois anos o PS ainda estava enamorado do projeto Hollande [presidente francês], neste momento falha tanto o projeto Hollande, como falha a oposição do PS", acusou.

Para o ´vice' da bancada centrista, a ausência de propostas alternativas por parte da "Esquerda do ?não pagamos'" resulta de essas alternativas terem consequências como a saída do euro e serem, por isso, rejeitadas pelo país.

João Almeida argumentou que o Orçamento permite compensar aqueles que têm feito sacrifícios porque conduz ao final do programa da ´troika' e à "liberdade de uma política orçamental e financeira para o futuro totalmente diferente".

"É evidente que uma política de futuro sem restrição da ´troika', mas mantendo uma restrição responsável do ponto de vista orçamental, permitira reduzir a pressão fiscal, permitirá, com isso, atrair investimento, permitirá devolver rendimento às famílias, permitirá certamente reequilibrar os salários e pensões", sustentou.

O líder parlamentar do PCP questionou o CDS-PP sobre as suas próprias "linhas vermelhas", uma expressão usada pelo líder centrista e atual vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, para se referir à sua discordância com a chamada TSU dos pensionistas, que acabou por não ser concretizada.

"Não há equidade nem sequer há distribuição de sacrifícios. Os sacrifícios são todos para os mesmos", acusou.

"Fica aqui registada a incoerência do CDS, que mostra que as vossas linhas vermelhas são feitas de elástico, para se porem onde é mais conveniente para os grandes interesses económicos", defendeu.

Para João Oliveira, o "problema desta incoerência é que ela sacrifica vidas, sacrifica o desenvolvimento nacional".



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.