O ataque com os aparelhos aéreos não-tripulados (drones) foram atribuídos à milícia xiita Hezbollah (Partido de Deus), apoiada pelo Irão, e terá partido de bases no Líbano, país situado a cerca de 250 quilómetros de Chipre, país membro da União Europeia.
O porta-voz do Governo de Nicósia, Konstantinos Letymbiosistis, confirmou a contribuição militar francesa em conferência de imprensa, que se vai juntar aos aviões de combate e uma fragata enviados pela Grécia para defender a ilha mediterrânica.
Letymbiosistis acrescentou que o Governo cipriota também transmitiu um pedido semelhante ao ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Friedrich Merz, durante um contacto telefónico estabelecido na segunda-feira.
O porta-voz indicou que a resposta alemã sobre apoio foi positiva, embora o processo para formalizar a ajuda ainda não esteja concluído.
O ataque de segunda-feira teve como alvo áreas soberanas do Reino Unido no Chipre, incluindo instalações da Força Aérea Britânica em Akrotiri.
Embora o ataque não tenha provocado vítimas, o incidente aumentou as preocupações com a segurança e destacou a vulnerabilidade do Chipre às tensões regionais no contexto do conflito provocado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.
Na segunda-feira, foram reportados dois incidentes distintos envolvendo drones.
Um drone Shahed, de fabrico iraniano, atingiu a pista da base aérea de Akrotiri, causando danos limitados.
Posteriormente, outros dois drones foram intercetados.
Aparentemente, as defesas aéreas não conseguiram detetar os drones porque voavam a uma altitude muito baixa.
Atenas enviou quatro caças F-16 para o Chipre na segunda-feira, enquanto duas fragatas estão a cnavegar em direção à ilha.
Uma das fragatas da Marinha de Guerra da Grécia está equipada com um sistema antidrone Centauro, capaz de identificar e neutralizar alvos que voam a baixa altitude.
As bases britânicas no Chipre, estabelecidas após a independência, em 1960, são consideradas essenciais para as operações no Médio Oriente e no Mediterrâneo Oriental, o que aumentou a importância estratégica no atual conflito.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa eliminar ameaças "iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como "ameaça existencial".
O Irão já confirmou a morte do ayatollah Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 tendo decretado um período de luto de 40 dias.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado.
O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos
